Instrução dos Filhos

 

Ajuntai (…) os meninos para que ouçam, e aprendam, e temam o Senhor, vosso Deus, e cuidem de cumprir todas as palavras desta Lei; e que seus filhos, que não a souberem, ou­çam e aprendam a temer o Senhor, vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra. (Dt 31: 12 – 13)

Ao longo de toda a História do Povo de Deus, os filhos jamais foram esquecidos, quan­to à sua instrução nos Mandamentos e no te­mor do Senhor. Desde o início foi assim, como mostra a palavra de Deus, em Dt 4: 9, 6: 6 – 9, 11: 18, 19:

Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso cora­ção e na vossa alma (…) e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em sua casa, andando pelo caminho, deitando-te e levantando-te.

E essa preocupação do Deus eterno com o ensinamento aos filhos encontra-se ao lon­go de toda a sua Palavra, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

Em Sl 78: 5, 6, está escrito:

Porque ele estabeleceu um testemunho a Jacó, epôs uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que a fizes­sem conhecer a seus filhos: para que a geração vindou­ra a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos.

Também em Mt 18: 14, o Senhor Jesus fez a seguinte afirmação: Assim, pois, não é vontade de vosso Pai Celeste que pereça um só destespequeninos.

A responsabilidade de instruir, de educar uma criança é intransferível, pertence aos pais, por decreto divino. Isso é eterno, como eter­na é a palavra de Deus.

Mas o que significa, na verdade, educar? Na sua origem, a palavra educar quer dizer: ti­rar para fora. A partir de tal conceito, perguntamo-nos por que tantos pais acredi­tam ter feito tudo certinho, ter cobrado pos­turas correias de obediência, mas, em certo momento da vida de seus filhos, os vêem irreconhecidamente rebeldes e totalmente de­sobedientes? Precisamos lembrar que a obe­diência, a submissão, as atitudes de respeito e de honra aos pais devem fluir naturalmente na vida dos filhos, como algo ‘de dentro para fora’. Por isso, educar não é um trabalho sim­ples e rápido. Na verdade, o processo educativo e disciplinar dura anos, envolvendo escola, igreja e sociedade em geral, mas é dos pais a responsabilidade maior.

Na Bíblia, encontramos, por várias vezes, o verbo “inculcar” que significa: citar, apre­goar, demonstrar, repetir com insistência para frisar no espírito. A partir de tal conceito, en­tendemos que a tarefa de educar um filho é uma das que requer maior entrega, renúncia, desprendimento, doação e até devotamento, pois trata-se de uma missão confiada por Deus.

E impossível alguém ser bem-sucedido na missão de ensinar, se não o fizer pelo exem­plo próprio. Só através do exemplo é possível ‘tirar lá de dentro do outro’ o que ele tem de melhor. Sobre isso, o texto de Dt 11 é claro ao dizer: Se estas palavras que hoje te ordeno estiverem no teu coração, então falarás dela naturalmente aos seus filhos. Em outras palavras, o Senhor está dizendo: “Seja o que for que você fizer a seu filho, esteja falando de mim a ele. Seja andan­do, estudando, brincando, comendo, rindo, chorando, divertindo-se, ou disciplinando-o”.

A obediência aos pais é a palavra-chave presente em toda a Bíblia, sempre acompa­nhada de promessas maravilhosas de bênçãos. Assim, para compreendermos melhor a im­portância da obediência na vida do ser huma­no, devemos analisar, à luz da palavra de Deus, o que significa rebelião, rebeldia, que é o con­trário de obediência.

Presente cada vez mais nos lares evangéli­cos, a rebeldia dos filhos tem, muitas vezes, tomado dimensões assustadoras e incontroláveis, a ponto de enfraquecerem mi­nistérios, inclusive de pastores que, cansados e constrangidos, não escondem a vontade de abandoná-los diante da guerra.

A rebelião é definida como oposição aberta a qualquer autoridade. Ser um filho rebelde, por­tanto, é desafiar a autoridade e o controle dos pais. Como a obediência, a rebeldia nasce no coração e se manifesta das mais diferentes for­mas. Em sua base, rebelião é idolatria; é, por­tanto, pecado, e, segundo a Bíblia, comparado ao pecado grave da feitiçaria: … porque a rebe­lião é como o pecado de feitiçaria (1Sm 15:23).

Um dos primeiros passos do ser humano no caminho da obediência é obedecer e honrar aos pais, e isso ele precisa aprender dos própri­os pais, já a partir dos seus primeiros dias de vida. Quando filhos não obedecem aos pais, refle tem o orgulho e o egoísmo colocados no coração humano, lá no Eden. Segundo a pala­vra de Deus, a rebeldia é o amor e o respeito a si mesmo; é o eu do homem se sobressaindo e se opondo ao respeito e ao amor a Deus.

E interessante refletirmos sobre isso, uma vez que, a cada dia, nos deparamos com um número maior de pais, consagrados em geral, e até pastores, conformando-se com atitudes de rebeldia de seus filhos. Cada vez mais, os pais cristãos cedem a caprichos e imposições de crianças bem pequenas, que, de uma forma ou de outra, querem dizer: “Vou fazer o que eu quero e na hora que eu quero”.

A exemplo da sociedade em geral, vemos trabalhadores da obra de Deus que, sobrecar­regados, experimentam também sentimentos de culpa por ficarem mais tempo ausentes de seus filhos do que deveriam ou desejariam, o que os torna maus exemplos como pais, pois os torna condescendentes com a rebeldia de seus filhos.

A obediência na vida de seu filho deve acon­tecer assim que ele começa a entender a vida, e isso é bem cedo. Os pais devem agir com de­terminação, ao ensinar os filhos a lhes obede­cerem. E melhor quando, desde pequenina, a criança aprende a obedecer na primeira vez, ou seja, quando ela sabe que a ordem não será re­petida, nem tão pouco retirada. Nunca permita que a criança discuta se a regra é justa ou não. Quando se dá razão a uma criança pequena, que coloca em dúvida a validade de uma regra, ela continuará usando argumentos, vez após outra, a vida toda, sem obedecer.

Seja sempre seguro, sereno, calmo, mas tome atitude firme levando a criança a obede­cer rápido. Mas ainda que demore, não ceda, não faça exceções. Muita dor tem sofrido aque­le pai ou aquela mãe tolerante que costuma usar frases do tipo: “Está bem! Desta vez você me venceu!” Aprenda a dizer à criança as coi­sas apenas uma vez, e, depois disso, aja; se pre­cisar, castigue-a — claro que de forma justa e adequada. A Bíblia ensina o uso da vara, que deve ser usada bem cedo. Existe um tempo próprio para o uso do castigo físico, que é permitido pela Bíblia, quando feito com amor e sabedoria: O que retém a vara aborrece o seu filho, mas o que o ama a seu tempo o corrige (Pv 13:24)

Vale a pena lembrarmos que a Bíblia ori­enta os pais a não castigarem em ira a seus filhos. Há quem diga até que o hábito de ir buscar a vara tem o objetivo de aplacar a ira do pai. Aqui, não podemos nos esquecer de que só o amor deve motivar qualquer atitude de punição de um pai: … e acima de tudo esteja o amor, que é o vínculo da perfeição (Cl 3:14).

Se a Bíblia tem tantos conselhos aos pais, quanto ao disciplinar os filhos, por que ve­mos tantos pais afrouxando o ensino e a dis­ciplina, por conta de sentimentos de culpa pela ausência, pela falta de tempo, pela modernidade? Exatamente por ser tão impor­tante a disciplina para o desenvolvimento satisfatório do ser humano, satanás tem rou­bado tempo, vontade, disposição para educar, e isso é fácil de entender, pois ele veio para roubar, matar e destruir.

A influência que os pais podem ter na longevidade dos filhos, ensinando-lhes a serem obedientes e respeitosos, consiste numa verda­de bíblica maravilhosa. A Bíblia diz claramente que o honrar pai e mãe dá vida longa ao filho.

Vamos analisar três problemas que estão relaci­onados à rebeldia dos filhos, lembrando que qual­quer que seja a natureza do problema, este é, tam­bém, em última análise, um problema espiritual: 

1.      Dificuldades de aprendizado: Vemos aumentar a cada dia o desinteresse de crianças e adolescentes pelos estudos. Pais com discernimento têm buscado ajuda e vencido; mas, infelizmente, temos encontrado pais bas­tante conformados e até deixando seus filhos bem pequenos decidirem sobre sua vida es­colar, muitas vezes, deixando a escola ainda muito novos.

Os pais devem compreender que, para nós, pais cristãos, o propósito do aprendizado dos nossos filhos é o mesmo que para qualquer outra coisa na vida: glorificar a Deus (1Co 10:31). Juntamente com a escola, os pais de­vem transmitir aos filhos um conhecimento aplicável, útil, saudável e sempre de confor­midade com as verdades bíblicas.

Deus louvou o pedido de conhecimento e sabedoria feito por Salomão (2Cr 1:7-12). A Bíblia diz que o sábio deseja aprender, mas o ignorante detesta o aprendizado (Pv 18:12).

Devemos incentivar nossos filhos, desde muito cedo, a se interessarem pelos estudos e mostrar-lhes que Deus se agrada de quem busca o conhecimento, sendo esse um dos mais preciosos dons na terra. Mas é bom lem­brarmos que só o pai que busca o conheci­mento, que investe tempo e dinheiro na edu­cação da família, conseguirá transmitir tal va­lor a seus filhos. Portanto, pais, envolvam-se no aprendizado de seus filhos; participem de sua vida escolar; ajudem-nos nas tarefas esco­lares; respeitem sua individualidade, seus limi­tes, suas habilidades e suas aptidões; orem, je­juem e vençam essa guerra, pois satanás tem usado armas cada vez mais eficientes, geran­do, principalmente, uma baixa auto-estima e problemas no futuro. 

2.      Mentira: Diz a palavra de Deus: Seja porém a sua palavra sim, sim, não, não. O que disto passar vem do maligno (Mt 5:37).

Todos sabemos que um dos piores delitos é a mentira, porque é a origem de todos os atos malignos. Todo pecado e todo crime têm seu início quando alguém acredita ou fala uma mentira. Satanás é mentiroso e todo estrago que causa começa com um engano.

Há algum tempo, assistimos, na TV, a um pai arrasado, desfigurado pela dor da perda da filha única, adolescente. Um duplo assassina­to (dela e do namorado) que chocou o país. Vimos esse pai admitir que o fato de essa filha tê-los enganado, quanto aos seus planos para o final de semana, era absolutamente normal. Você concorda com ele? A verdade é que, cada vez que alguém mente, dá a satanás uma parte de seu coração.

A Bíblia se refere assim ao diabo e aos que mentem:

Vil sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhes os desejos. Ele foi homicida desde o princí­pio ejamais se firmou na verdade. Quando ele profere mentira fala do que lhe épróprio, porque é mentiroso, pai da mentira (Jo 8: 44).

Se não ensinarmos, desde muito cedo, aos nossos filhos, o que Deus fala em sua Palavra sobre a mentira, o quanto mentir é perigoso, se não os punirmos e, com sabedoria, os dis­ciplinarmos quando mentirem, vão crescer com a mentira de satanás em suas vidas; vão pensar que mentir não tem consequências e é absolutamente normal.

Nas igrejas, às vezes, deparamo-nos com pais bastante brandos e indiferentes com os filhos a respeito da mentira, e constatamos, para nossa tristeza, que isso acon­tece porque eles própri­os mentem. Muitas mães, por exemplo, acham mais fácil dizer a um filho pequeno: “Se você não se comportar não irá viajar conosco, ficará sozinho aqui em casa” do que levá-lo a obedecer. O resultado disso é doloroso, pois a mãe sabe que está men­tindo e não poderá dei­xar a criança sozinha. 

3.      Imoralidade se­xual: Se perguntásse­mos aos pais, numa es­cala de pecados, qual é o mais temido na vida de seus filhos, sem dúvida, muitos responderiam que é a gravidez na ado­lescência, alguma doen­ça sexualmente transmis­sível, experiência sexual antes do casamento (fornicação), homosse­xualismo, adultério, enfim, todo tipo de imoralidade sexual. Por que esse é o tipo de pecado que balança qualquer estrutura familiar? Porque esse, além de ser um pecado abominável para Deus, traz consigo dolorosas consequências para toda a família; é o pecado que não acontece só no corpo, mas seus estragos são sentidos na alma:… as paixões da carne fazem guerra contra a alma (1Pe 2:11).

Satanás tem sido ousado na tentativa de des­truir muitas famílias, antes mesmo de começa­rem. Ele age ainda na formação da criança, des­truindo todas as possibilidades de se formar uma estrutura forte, uma base segura sobre a qual se possa construir uma família feliz.

Existe um pensamento que diz: “1g de preven­ção vale mais que 1Kg de cura”; um outro diz: “Vale mais falar um ano antes do que cinco minutos de­pois”. O caminho é o diálogo, a conversa franca, sábia, à luz da palavra de Deus. A presença dos pais é imprescindível na formação sexual dos filhos.

Nossos filhos precisam desde muito cedo conhecer os planos de Deus para suas vidas e aprender a chamar o pecado pelo seu nome exato, como a Bíblia o chama. “Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prosti­tuição; que cada um de vós saibaispossuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios, que não conhecem a Deus” (1Ts 4: 3-5)

Temos visto muitos pais criando seus pró­prios princípios. Vivendo exatamente como o mundo, colocando o mal diante dos próprios olhos e dos de seus filhos, usando palavras abomináveis ao Senhor: … mas a imprudência e toda a sorte de impureza ou cobiça nem sequer se no­meiem entre vós, como convém aos santos; nem conver­sação torpe (vil, repugnante, nojento, obsceno) nem palavras vãs, nem chocarrices (gracejosgrosseiros e atre­vidos, escárnio, tombaria), coisas essas inconvenientes, antes, pelo contrário, açoes de graças. (Ef 5:3-4).

De que forma os pais, na sua vida como casal, podem contribuir para que seus filhos desejem que se cumpram, com todas as letras e na ordem correta, as palavras de Gn 2: 24:

Portanto, deixará o varão o seu pai e sua mãe, unir-se-á à sua mulher e serão ambos uma só cárnea Com certeza, valorizando o seu casamento, buscan­do melhorar a qualidade da vida a dois, sendo amorosos, colocando um ao outro antes dos filhos, sendo felizes, dentro das orientações da palavra de Deus.

Os pais (homens) devem ser bem presentes na vida de suas filhas, valorizando sempre o pa­pel da mulher, a feminilidade que lhe foi dada pelo Criador. E muito comum vermos pais, pas­tores, rápidos em punir uma filha que o cons­trange perante a igreja, quanto ao seu modo de vestir, mas incapazes de fazer um elogio, quan­do essa filha se veste de forma bonita e decen­te, digna de uma filha de Deus.

Quanto à educação dos meninos, os pais também são figuras muito importantes, pois são modelos de homem, esposo e pai.

Você que é pastor, que tem uma agenda bastante cheia e que, muitas vezes, tem senti­do passar para a esposa a tarefa de estar com os filhos, ore, converse com o Senhor, e deixe de sentir-se culpado por separar algumas ho­ras para sair com sua filha, ouvi-la, conhecer tudo o que envolve sua vida, ou para soltar pipa, pescar com seu filho, só você e ele, “ba­tendo aquele papo, de homem para homem”. Veja-os crescendo, participe intensamente des­se crescimento, e Deus será glorificado nisso.

Só há uma receita para uma família ser feliz: ser fundamentada, construída e mantida no centro da vontade de Deus, sub­missa à orientação do próprio instituidor da família. O quadro real de família feliz, to­dos conhecem: encontra-se em Efésios 5-6, e o segredo também está em 1Co 10:4: E beberam da mesma fonte espiritual, porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo.

Lembre-se, querido pai, seu filho não irá, na sua vida espiritual, além do que você for. Separe, todos os dias, tempo para orar com ele. Olhe-o nos olhos e deixe-o ouvir, não da sua boca, mas do seu coração: “Filho, estar aqui, na sua companhia, neste momento, é a coisa mais importante que eu poderia fazer”.

Observe com profundidade o seu dia-a-dia. Preste atenção às coisas que aparentemente são as mais simples, mas que são, sem dúvida, as mais importantes, tais como:

  • Sua reverência às coisas de Deus.
  • Seu compromisso com a Igreja (cumpri­mento das pequenas tarefas).
  • Seu interesse pela palavra de Deus.
  • Sua honestidade, sua integridade (isto se vê bem durante algumas competições e gincanas).
  • Seu respeito às pessoas.
  • Enfim, seus verdadeiros valores.

Sonde-o nas mais simples e corriqueiras atitudes do cotidiano, pois é quando verda­deiramente o seu caráter é revelado, quando se mostra sem máscaras e você pode conhecê-lo. Se você ficar satisfeito com tudo o que de bom consegue tirar lá de dentro de seu filho, parabéns! Você é um bom educador! Veja sem­pre seu filho como uma criança, um adoles­cente, como outro qualquer. Quando alguma atitude, algum comportamento inconvenien­te lhe causar constrangimento, em casa ou na Igreja, em vez de olhá-lo como o filho do pas­tor (ou presbítero), direcione-se à sua pessoa – simplesmente o seu filho – e tenha a sabe­doria e o cuidado de puni-lo apenas como uma criança que precisa ser corrigida. Esqueça que ele é o filho do pastor (ou presbítero), atente apenas ao fato de que é o filho e você, o pai:

Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração (…) vocês foram chamados para viverem em paz (Cl 3:15).

No mais, ame seus filhos e demonstre isso por palavras e atitudes. Não basta lembrar-lhe, a todo instante, do grande amor de Deus por ele. O amor que ele primeiro precisa conhecer e sentir é o amor paterno. Esse é o primeiro amor que a criança vivência e compreende. Se ele não for demonstrado corretamente, pode ser o meio pelo qual os filhos se tornam resis­tentes ao amor de Deus.

Temos visto filhos de pastores trabalhan­do contra a Igreja, não conseguindo amá-la, porque seus pais a colocaram em primeiro lu­gar; não amaram ou, pelo menos, não demons­traram o amor paternal como deveriam.

Pastor, lembre-se de que grande parcela do su­cesso de seu ministério dependerá de seu acerto como pai. No bem-estar físico, mental, emocional e espiritual de seu filho está o seu próprio equilíbrio e, consequentemente, o êxito de seu trabalho.

Ser um pai segundo o coração de Deus é, sem dúvida, o maior desafio de um pastor. Pais que têm filhos que temem ao Senhor — não que te­nham medo do Senhor, mas da vida longe dele — , que o conhecem e reverenciam a sua autoridade e o seu poder, com certeza têm do seu lado gran­des ajudadores, e a bênção do Senhor sobre a sua casa. Assim, cumpre-se a Escritura, que diz:

… o Espírito do Senhor é derramado sobre a sua prole e a sua bênção sobre seus descendentes. Eles brota­rão como a relva nova, como salgueiro junto aos regatos. Um dirá: “Pertenço ao Senhor; outro chamará a si mesmo pelo nome de Jacó, ainda outro escreverá em sua mão (do Senhor) e tomará ara si o nome de Israel. (Is 44:4-5)

Que o Senhor o ajude, querido pastor, nesta difícil, mas tão nobre missão de instruir seus fi­lhos, para que contem às gerações vindouras os louvores do Senhor e o Seupoder e as maravilhas que fez. (SI 78:4) 

Dsa. Marta Olívia de Oliveira Santos

é membro da IAP de Brás Cubas

Original publicado na Revista Ação Ministerial – ANO IX – nº 17 – 2005