Perdão – a fórmula que enriquece o espírito – Parte II

Você acompanhou o artigo anterior? Se não o leu, é melhor dar uma olhadinha antes de começar a ver este artigo, pois estamos dando sequência a uma série sobre o perdão, baseado nos ensinamentos do Mestre do Perdão – Jesus Cristo. Leia aqui o texto anterior: https://fesofap.portaliap.org/em-destaque/perdao-a-formula-que-enriquece-o-espirito/

A história do perdão

“A semente do Jardim  frutificou nutrida pelo abundante amor de Deus ”.

O perdão tem muita história pra contar… Essa palavrinha ecoou no Éden quando Deus plantou no centro do jardim a semente do perdão que desabrochou na cruz do Calvário com o sacrifício do Seu único filho ao derramá-lo em forma de sangue.

Infelizmente, não temos ainda muita noção da essência desse vocábulo, pois o dicionário humano é limitado; a lógica do perdão excede à nossa compreensão de mortais falhos e orgulhosos das nossas “ciências exatas”.

Porém, apesar da limitação de raciocínio, ouso a concluir que se perdoamos o nosso ofensor não há como somar ou multiplicar o que “esquecemos”. Na verdade, ao armarmos a conta usamos os símbolos da multiplicação (x), mas na lógica do Mestre por excelência, há uma subtração (-).

Na conta humana, os valores dados por Jesus teriam como resultado 490 vezes, mas na dEle o resultado é zero (0). Isso ocorre porque ao declarar perdão, nosso irmão está livre do pecado de nos ter ofendido. A partir do momento em que se perdoa, já não existe mais ofensa, daí por que não é possível chegar a essa quantidade.

A matemática divina é muito diferente da nossa, ela sim é exata, perfeita e sempre absoluta; por isso devemos aprendê-la e “efetuá-la” todos os dias, pois Sua lógica é incontestável e sobremaneira excelente.

Naquele tempo em que os rituais eram feitos, o Homem realizava a cerimônia da expiação  para ser perdoado por Deus. Com o advento de Cristo, houve um único e último sacrifício que alcançou toda a humanidade e resolveu de uma vez por todas esse problema.

Quanto à história do verbo “esquecer” entre aspas, usei essa formatação porque ESQUECER é somente uma maneira de dizer; como afirmei, nosso entendimento via dicionário é limitado e não dá conta da essência de algumas palavras.

Raciocine comigo: como acontece com nossos arquivos jogados no lixo no computador, assim ocorre na nossa vida; jogamos coisas na lixeira de um PC e depois podemos esvaziá-la, o que jogamos lá some, mas se você usar um determinado programa, pode recuperar tudo o que estava nessa lixeira.

Na história do perdão é assim, se você esvazia a lixeira das ofensas contra você e depois usa um programa para ativá-las, você não perdoou em definitivo. A memória humana é igual a um HD do computador, guarda tudo o que acontece, mas aquilo que não a afeta, que não tem importância é esvaziada da sua lixeira.

As ofensas poderão até estar guardadas, mas se perdoamos essas lembranças não afetarão nossa relação com o ofensor. Daí por que coloquei o verbo entre aspas; de fato, não esquecemos, só não damos mais importância.

Resolvido o problema do verbo “esquecer”? Espero que sim, agora nos encontraremos na parte III. Aguardem!

Por: Esther Maria de Souza Braga  – Mestre em linguística pela UFPA – Professora há 28 anos – Escritora – Diretora do CETAP Convenção Norte – Nascida em berço adventista da Promessa – Membro na primeira igreja em Belém

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