O celebrante, o casal e o enlace

A SEMENTE: Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. (Gn 2.24)

CONHECENDO O TERRENO: Após a completude da criação, a saber, com a mulher feita do homem, Deus então a leva ao moço sozinho da criação. Sozinho, no sentido de que não havia alguém que fosse diferente, mas do mesmo tipo que ele: imagem e semelhança de Deus. Como nos conta Gênesis, a mulher já estava nos planos de Deus, entretanto, o Senhor em Sua economia revelacional, permitiu ao homem passar pela experiência da consciência de que não havia ainda na criação alguém que lhe fosse “a cara metade”.

Agora, de sua costela tirada, Deus faz a mulher.  E depois que a “esculpe”, e lhe dá vida, leva-a até ele. Finalmente, Adão encontra sua “costela perdida”. Quando deu nome aos animais, o homem pôde ver os casais de bichos, mas à ele não havia alguém para fazer parceria (Gn 2.20). A mulher foi trazida pelo celebrante: E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. (Gn 2.22): “o próprio Deus, como o pai da noiva, leva a mulher ao homem” .

Por fazer parte de sua essência e de sua humanidade, Adão reconhece: osso dos meus ossos e carne da minha carne (Gn 2.23). No final, o Celebrante promove o primeiro enlace matrimonial da história: Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. (Gn 2.24). Nessa sentença, está condensada a proposta de Deus do casamento: responsabilidade de um novo lar (deixar pai e mãe); união heterossexual (homem e mulher); monogâmica (relação de fidelidade); expressão sexual (uma só carne). Sexualidade permitida somente no contexto do casamento.

 

  1. Reflita na importância da criação da mulher para a completude de Adão (Gn 2.20).
  2. Com base em (Gn 2.23-24), recapitule o primeiro casamento da história.

 

CULTIVANDO A VIDA: Em tempos de relacionamentos sem parâmetros, e a dissolução familiar, devemos lutar para que os valores de Deus façam parte de nossa caminhada. Afinal, esses valores foram afirmados por Jesus, pessoa da Triunidade. Jesus tem a mesma concepção de casamento de Seu Pai. Ele até acrescenta sobre a união do homem e da mulher: De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. (Mt 19.6).

Devemos então cultivar em nossos relacionamentos os princípios de Deus. O casamento, adaptando as palavras de Tereza D’Ávila (cristã do século XVI), deve ser “um lugar em que Deus encontre suas delícias. ” Temos de lutar para conservar o amor à moda antiga, como este de Gênesis, que seria desrespeitado por muitos personagens da Palavra, mas que, deve ser preservado pelo poder de Deus e o cuidado mútuo (Ef 5:21-33), e não segundo a dureza dos corações (Mt 19.8). Que o amor de Deus celebre nossos relacionamentos sempre!

  1. Para você, qual maior desafio para manter o casamento na perspectiva da Bíblia?

Por: Miss. Andrei Sampaio

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