A fonte, os rios e a vida

fonte de agua

A semente: No Éden nascia um rio que regava o jardim e que, saindo dali, se dividia, formando quatro rios. (Gn 2.10)

Conhecendo o terreno: O Éden, de fato, era um lugar formidável. Era um ponto na criação de linda exuberância, de onde saia um rio que servia para irrigar todo o jardim. Segundo o texto acima, ao sair do Éden este rio formava outros quatros rios, que são eles: Pisom, Giom, Tigre e Eufrates (Gn 2.10-14). A terra que um destes rios passava, era cheia de riquezas: ouro, bdélio (goma resina do Oriente Médio) e a pedra de ônix (v.11).

Estes rios nos mostram a região da Mesopotâmia. “Mesopotâmia significa entre rios (meso, meio; pótamos, rio). Hoje, esta região é ocupada pelos países Irã e Iraque.”  Isso só nos confirma a realidade da vida pelo poder criador de Deus. O Senhor providenciou um meio, de irrigação natural, a fim de manter a região banhada por estes rios naquele tempo. Ou seja: “os rios do Éden tinham, portanto, a função de regar a terra para o deleite e o proveito dos habitantes da cidade de Deus.”  A beleza dos rios inclusive estará presente na eternidade (Ap 22.1-2).

1. Com base na descrição dos rios em Gn 2.10-14, comente sobre o cuidado do Senhor com a morada do homem e da mulher.

Cultivando a vida: Vimos no texto, que os quatro rios nasciam de um só, de dentro do Éden, o jardim criado por Deus.  A fonte de onde saiam suas águas eram de dentro do paraíso. Da mesma forma, a vitalidade de nossa vida espiritual vem de Deus. Ele é o centro vital de nossa existência: pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos (At 17.28a). A presença do Espírito em nós jamais nos deixará em sequidão. Por isso, mantenhamos nossa fé no Deus que é a fonte de águas vivas (Jr 17.13; Jo 7.38-39).

A vida cristã também se desenvolve nos lazeres que temos e que são bênçãos de Deus para nossa vida. Desfrutar do que foi criado por Deus é um presente que vem dele. Como é revigorante um banho de rio ou um dia na praia (Ec 2.24).  Sempre que tivermos a oportunidade de tais momentos, reflitamos que isso faz parte da vida original criada por Deus. Façamos isso, sem nos  esquecer do que Deus tem preparado para nós (1Co 2:9).

2. Você considera que Deus tem sido o centro vital da sua espiritualidade, ou tem sido substituído por outras coisas: vícios; excessos de trabalho; ídolos? 

3. Podemos nos deleitar com rios e praias? Por que alguns têm dificuldade em ver este lazer como parte da vida que Deus planejou a nós?

Por: Missionário Andrei Sampaio