UMA MISSIONÁRIA DE VALOR

Saudai a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus. Rm 16:3

A história nos relata que, durante séculos, a tradição e a cultura religiosa discriminaram e rebaixaram a mulher, classificando-a como insignificante, incompetente e inferior. Na cultura judaica também não era diferente, pois até no culto de adoração a Deus, as mulheres também sofreram restrições.

E foi respirando ainda esse cenário de discriminação que Paulo partiu para Corinto, e, guiado pelo Espírito Santo, encontrou-se com um casal especial, Priscila e Áquila (At 18:26). Tratava-se de um casal cuja profissão era igual a sua: fabricante de tendas.

Depois de um ano e meio juntos, já estavam discipulados, e Priscila surge como uma competente missionária ao lado se seu esposo. Acompanharam Paulo numa viagem para Éfeso (At 18:18). Lá encontraram Apolo, e, logo, ensinaram a ele o que lhe faltava do conhecimento sobre Jesus Cristo (At 18:26), ofereceram, também, sua casa, como igreja e como hospedaria para missionários em viagem (I Co 16:19-20, 26). A obra de Deus podia contar com Priscila, pois ela era dinâmica, companheira, corajosa, hospitaleira, caridosa, e dedicava tempo e esforço na conquista de muitas almas aos pés do Senhor Jesus.

Em Romanos 16:4, Paulo deixou uma gratidão especial a eles: Saudai a Priscila e Áquila, os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios. Naquela época a execução da sentença de morte era o machado do carrasco, por decapitação. Paulo dá a entender que eles, por sua vida, e, pelo amor ao evangelho de Cristo, por mais de uma vez poderiam ter perdido a vida.

Priscila foi um grande exemplo a ser seguido, pois com imensa paixão pelo evangelho, trabalhou muito para ganhar almas para o reino de Cristo.

Dsa. Arlete Alves da Silva