Testemunhando até o fim

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Maria Malanche Negrão dormiu no Senhor aos 92 anos, deixando um lindo legado de amor a Deus

Minha avó, Maria Malanche Negrão, dormiu no Senhor no dia 15/06/16, aos 92 anos. Mas ainda internada no hospital, pregou a palavra de Deus para a colega de quarto.

Em 18 de agosto de 1923, na cidade de Piracicaba (SP), ela nasceu, a quinta filha dos dez filhos do casal de lavradores João Malanche e Sofia Kaminski. Em seus primeiros anos de vida morou na cidade de Itaquaquecetuba (SP).

Aos 14 anos, ela ouviu falar de Jesus Cristo como nunca ouvira antes, no dia 19 de junho de 1937 na fazenda Ribeirão dos Lemes, na cidade de Espírito Santo do Turvo (SP). Maria recebeu então a mensagem do Evangelho com muita alegria e entusiasmo. Sentiu instantaneamente a ação maravilhosa de conversão, que só poderia ser algo divino. Viveu momentos inesquecíveis neste dia, e tinha a certeza de que a partir de então, sua vida teria um novo sentido.

Sua família recebeu um convite para participar de uma vigília que aconteceria dali oito dias, na então congregação e casa de Gabriel Neves do Amaral. Toda a família participou daquela vigília e algo maravilhoso aconteceu: Maria Malanche e seu pai, João Malanche receberam de Jesus o batismo com o Espírito Santo. Sua vida agora tinha uma razão existir: servir seu Salvador.

A família Malanche teve o prazer de conhecer o fundador da Igreja Adventista da Promessa, Pastor João Augusto da Silveira. Foram muitas as vezes em que se reuniram para conversar em família, ouvir suas mensagens e compartilhar da mesma fé. Em 31/06/1938, um ano após sua conversão, Maria Malanche desceu as águas batismais, sendo abençoada pelo Pastor João Augusto da Silveira, confirmando assim sua decisão e tornando-se membro da igreja Adventista da Promessa.

Seu trabalho inicia-se então como professora da classe de crianças. E logo percebeu que era isso mesmo que gostaria de fazer, ensinar tudo o que aprendia. Amava o serviço que Deus lhe incumbira, por isso dedicava-se muito.

Aos 21 anos, casou-se com Silvério Negrão em cerimônia também ministrada pelo Pastor João Augusto da Silveira. Mudaram-se então para o Estado do Paraná, onde moraram nas cidades de Rolândia, Mandaguari, Marialva e Curitiba. A Herança de Deus para esta união, são os 5 filhos: Nilza, Noemia, Nerivaldo, Neuza e Niria. Vieram também netos e bisnetos.
Maria teve uma vida humilde e por várias vezes sentiu necessidade de diversas coisas, inclusive de alimento, mas sua fé sempre foi estável e inabalável, sempre confiou na providência de Deus e ele nunca desamparou sua família.

Maria Malanche atuou como professora na chamada classe dos cordeirinhos, dos 15 aos 23 anos, e na classe bíblica de adultos dos 23 anos até sua velhice, quando os cultos eram celebrados no salão social da IAP Barreirinha, momento em que o templo encontrava-se em construção.

Sempre teve prazer e disposição para trabalhar para o Senhor. Além de professora, foi secretária da Escola Bíblica em Rolândia (PR) e Tesoureira da Igreja. Na SOFAP (Sociedade Feminina) trabalhou como Tesoureira, Conselheira, atuou no departamento Social e Espiritual e representou as mulheres como diretora no bairro da Barreirinha, Jd. Graziela e Jd. Gramado.

Em 07/09/1979, aos 56 anos, foi consagrada diaconisa da Igreja Adventista da Promessa, cerimônia ministrada pelo pastor Moacir Alexandre Campos. Maria Malnache sempre gostou de participar dos cultos nos lares e sua casa era um ponto de encontro semanal para os cultos domésticos. Sentia grande alegria em reunir os seus amados irmãos e juntos, cantar e louvar ao Senhor.

Mesmo depois de ter seus filhos casados e ainda quando seu esposo já havia falecido, continuou sendo fiel a Deus.

Há cerca de 12 anos, ela havia feito um propósito de 30 minutos de leitura da Bíblia por dia e cumpriu fielmente seu compromisso, sem contar o tempo a mais em que ficava em consagração, pelo simples prazer de estar aos pés do salvador. Desta forma, leu a Bíblia toda, mais de 10 vezes. Maria Malanche sempre levou muito a sério o dever do cristão em dedicar-se no processo de santificação.

Uma mulher de intercessão e um ponto de referência para seus irmãos quando precisavam de oração por algum motivo. Por eles jejuava, acordava na madrugada para suplicar a Deus até que recebessem as bênçãos que buscavam. Quando ficava sabendo da enfermidade ou sofrimento de algum irmão ou irmã, convidava alguma irmã e ia até sua casa, ali abria sua Bíblia e lia mensagens que traziam paz, esperança e alívio ao enfermo ou ao entristecido coração, clamando a Deus por misericórdia.

Sua comunhão tão íntima com Deus a levou a viver diversas experiências maravilhosas com o Espírito Santo. Por inúmeras vezes orou pelos enfermos e estes foram curados. Teve sonhos, visões e revelações, sempre atentando à suave voz do Espírito Santo de Deus. A trajetória desta serva de Cristo, sem dúvida, foi um grande exemplo para todos nós. Ela foi reconhecida por sua alegria, empatia, espiritualidade e amor.
Que nosso desejo seja como o de Maria Malanche, buscar em primeiro lugar o reino de Deus e todas as demais coisas nos serão acrescentadas.

Tatiane e Thalita Negrão, iAP em Barreirinha, Curitiba (PR)