Superando os desafios da vida

 

“Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.” (Salmos 23.4)

Muitos dizem que se crermos no Senhor, estaremos para sempre livres das dificuldades e sofrimentos. Todavia, não é isso o que a Bíblia ensina. O Salmista fala das lutas e tribulações da vida como “vale de trevas e morte”. Este vale é o mundo em que vivemos. Tem muitas coisas boas e bonitas, mas nem sempre é assim. Tem sol e sombras. Calmarias e tempestades. Riso e choro. Flores, espinhos e folhas secas. Alegria e fantasia. Vida e morte.

Na prática, toda dificuldade é treinamento na qual o Senhor nos permite passar, tendo como objetivo final revelar em quem realmente confiamos, se em nós ou nEle. Nosso maior problema é que pensamos que sempre somos capazes de superar todos os obstáculos da vida. Isto nos leva à uma enorme distância de Deus, carregando fardos desnecessários. 

Este Bom Pastor espera que desistamos de nós mesmos e permitamos-Lhe agir livremente. Quando nós não podemos mais, Deus pode. Quando desistimos de tentar, e passamos às Suas mãos nossos obstáculos, Ele intervém. Mesmo que as maiores perseguições sejam lançadas. Que as maiores calúnias sejam maldosamente arquitetadas. Que nos sejam impostas determinadas limitações. Que o nosso padrão de vida seja diminuído. Que indesejadas enfermidades surjam em nosso corpo. Que despedidas inesperadas ou adeus definitivo nos aconteçam. Mesmo que a morte se aproxime. Ainda assim, poderemos encontrar paz e descansar nos braços do Senhor. 

Nada tememos por que a vara e o cajado do Sumo Pastor nos consolam. Vara e cajado eram usados para dirigir e proteger o rebanho, porém; muitas vezes para disciplinar. Quando percebermos que a correção foi aplicada em nós, ao invés de entristecer-nos, devemos nos alegrar. Isto é prova que Deus nos ama e que existimos para Ele. Conforme Hebreus 12.6, se somos corrigidos, somos Seus filhos.  A correção vem para trazer-nos de volta ao caminho seguro e não para o nosso sofrimento. 

No entanto, se queremos que o Senhor seja o nosso Pastor, não podemos esquecer que devemos viver como ovelhas. Ovelhas vivem na dependência de quem as cuida, não são agressivas, têm sempre algo a oferecer e andam juntas em rebanho. 

Olhemos para o Grande Pastor que se fez ovelha, aliás; um cordeiro, e que nesta forma derramou o Seu sangue e ressurgiu para ser o nosso eterno companheiro. 

Por: Pr. Elias Ferreira

Fonte: Sou da Promessa