Sabão em pó?

“Lave-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado”(Sl.51.2)

Leitura Bíblica: Salmos 51.1-19

A tarefa doméstica de lavar as roupas tem-se tornado cada vez mais fácil graças ao sabão em pó. As propagandas deste produto são muito convincentes: prometem limpas todas as fibras da roupa com o mínimo de esforço.  Mas o que o sabão em pó tem a ver com a leitura de hoje?

Pois bem, este salmo foi escrito pelo rei Davi em um momento de grande angústia. Ele havia acabado de ser repreendido pelo profeta Natã (2Sm. 12.1-14) e sua consciência estava pesada.  Sentindo-se culpado e não tendo mais como esconder seu pecado, Davi resolve confessá-lo e clama a Deus, pedindo que seja misericordioso. Após sua confissão e o arrependimento, expressa a Deus o seu desejo de ser lavado e de se tornar puro novamente (v 2). Alguns versículos adiante ele repete: LAVA-ME! (v.7).

O que deve ser levado em consideração aqui não é apenas a necessidade de limpeza, mas o modo como teria de ser feita.  Davi está pedindo que Deus o lave como se lava uma roupa, isto é, com profundidade, e não superficialmente como se lava um prato.  Nos tempos bíblicos não havia sabão em pó para limpar todas as fibras.  A sujeira era removida pela água ou esfregando muitas vezes as roupas nas pedras até ficarem limpas.  Davi precisava de uma lavagem intensiva: Deus tinha de trabalhar nova e profundamente na vida do rei para que este fosse purificado.  Além de desejar a remoção da sujeira, seus erros e sua culpa, Davi também pede a Deus uma mente pura e um espírito inabalável (v.10) e pronto a obedecer (v.12).  Somente então o Senhor se agradaria novamente dos sacrifícios sobre o altar (v.10), ou seja, dos atos de adoração de Davi.  Deus está sempre pronto a nos perdoar e nos purificar.  Quando demonstramos arrependimento e confessamos nossos erros a ele, o “sabão em pó divino” entra em ação.  Então, seja qual for o seu pecado, peça perdão e acerte sua vida com o Criador.

O perdão de Deus limpa e remove nossas manchas mais profundas.

Bíblia Sagrada – NVI – Pão Diário – pág. 1749