Aprendendo com Milca sobre autoridade

“Aproximaram-se as filhas de Zelofeade, filho de Héfer, neto de Gileade, bisneto de Maquir, trineto de Manassés; pertencia aos clãs de Manassés, filho de José. Os nomes das suas filhas eram Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Elas se prostraram à entrada da Tenda do Encontro diante de Moisés, do sacerdote Eleazar, dos líderes de toda a comunidade, e disseram: “Nosso pai morreu no deserto. Ele não estava entre os seguidores de Corá, que se ajuntaram contra o Senhor, mas morreu por causa do seu próprio pecado e não deixou filhos. Por que o nome de nosso pai deveria desaparecer de seu clã por não ter tido um filho? Dê-nos propriedade entre os parentes de nosso pai”. (Números 27:1-4, NVI – grifos nossos).

Deus nos deu um presente: a autoridade divina. Para vivermos essa verdade, precisamos entender o seu conceito: ter autoridade é ser dotada de autoridade. Em contrapartida, ser autoritária é bem diferente: é achar que temos a razão sempre e isso não é bíblico. Não é porque somos dotadas de autoridade (poder) que vem dos céus (At 1:8) que temos sempre a razão. A Bíblia é a razão, Deus é a razão de tudo. É por meio Dele e por Ele que podemos viver a autoridade divina.

Milca significa “rainha” e “autoridade”. A Bíblia nos fala pouco a respeito de Milca e de suas irmãs: sabemos que ela era filha de Zelofeate e irmã de mais quatro mulheres: Macla (confiança), Noa (a que ninguém pode deter), Hogla (a que não anda com seus pés amarrados) e Tirza (deleite).

Quando Zelofeate morreu por causa de seus próprios pecados (Nm 27:3), as irmãs recorreram até Moisés para pedir que ficassem com a herança de seu pai, uma vez que seu pai morreu e não tinha deixado um herdeiro. Naquela época, só os filhos homens poderiam herdar os bens deixados pelo pai.

Lembrando de 2 Timóteo 1:7, que diz que Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e equilíbrio, imagino a forma que as irmãs usaram para falar com Moisés: “Elas se prostraram à entrada da Tenda do Encontro diante de Moisés, do sacerdote Eleazar, dos líderes de toda a comunidade” (Nm 27:2). Prostrar-se, nesse contexto, significa que as irmãs agiram de forma respeitosa. Ter autoridade não é ser agressiva, mas sim, ser submissa a Deus e usar o poder dado por Ele. Não precisamos reivindicar nossos direitos pela força de nossos braços. Há lutas que ganhamos em oração e há lutas que ganhamos em oração e com atitude: a oração é essencial sempre, porém, a atitude tem que ser equilibrada e com amor. Se tivermos nos caminhos do Senhor, nós podemos mover o Seu coração em nosso favor (Sl 51:17). Ele sabe exatamente o que precisamos.

O pedido das irmãs tocou o coração de Moisés, que levou a Deus em oração o pedido. E Deus disse que as filhas de Zelofeade tinham razão. Por causa da atitude de fé, de ousadia e pelo exercício da autoridade divina, Deus mudou a lei em favor daquelas mulheres e de muitas outras que viriam após elas.

Quando usamos a autoridade divina com sabedoria, Deus nos honra.

Que saibamos viver essa autoridade dia após dia.

Thaís Rodrigues Silva de Souza, 23 anos, Casada com Vinicius Moreira de Souza, formada em Letras, Congrega na igreja Adventista da Promessa em Guaianazes.