Perdoando como Jesus perdoou

Quando olhamos seu exemplo, nossas limitações podem ser superadas

Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. (Ef 4:31-32)

Perdoar é o mesmo que cancelar uma dívida, ou algo que fizeram, que de alguma forma prejudicou alguém.

O que muito se vê nos dias de hoje é pessoas com sentimento de mágoa, rancor, ou até mesmo ódio, de outra pessoa por causa de algum malefício que esta causou. Paulo orienta os irmãos de Eféso a tirarem de suas vidas toda a amargura, ira, cólera, gritaria, blasfêmia e toda malícia, e assim como Deus os havia perdoado em Cristo, assim eles deveriam fazer também.

Vamos ver o que fazíamos para Deus e fomos perdoados: éramos idólatras, blasfemos, cobiçosos, perseguidores de crentes (pois muitos de nós não podíamos nem ouvir falar em crentes) e adúlteros (pois adultério não se resume apenas à infidelidade conjugal). Pode se dizer que adulterar é: falsificar aquilo que é verdadeiro. Sem contar as inúmeras coisas que fizemos que desagradou o coração de Deus.

Cristo morreu em uma cruz justamente para nos perdoar e nos dar o privilégio de ser chamados filhos de Deus.

Mas porque muitas vezes o cristão tem a dificuldade de perdoar o seu próximo? Porque que muitas vezes o cristão diz: “Eu perdoo, mas é ele lá e eu aqui?” Isso não é perdão. Como saber se eu perdoei o meu próximo? Eu só sei se perdoei quando eu lembro do que fizeram para mim, lembro da pessoa que causou o mal, mas o meu coração sente paz, e essa paz vem daquele que nos perdoou em Cristo Jesus.

Veja um excelente exemplo que a Palavra de Deus nos dá quando o assunto é perdão.

José era um jovem de 17 anos quando foi jogado em um buraco e depois foi vendido como escravo aos ismaelitas, que o venderam a Potifar, um oficial do Faraó e capitão da guarda. Devido a uma mentira da mulher de Potifar, José foi preso por dois anos. Tudo isso aconteceu por inveja de seus irmãos. Então, nós vemos que tudo isso aconteceu com ele injustamente (Gn 37). O tempo passa e José interpreta os sonhos de Faraó, que o coloca como governador do Egito. Quando ele reencontra com seus irmãos, ele tinha o poder nas mãos para “pagar com a mesma moeda” aquilo que fizeram para ele, pois agora era governador do Egito, mas ele era um servo de Deus e não fez isso. Servos de Deus como José perdoam. Ele ainda devolve o dinheiro que os irmãos haviam levado para comprar comida. É dessa maneira que devemos agir com o nosso próximo, independentemente do que fizeram conosco.

Veja nosso maior exemplo de perdão. No evangelho de Lucas 23:34 vemos o Senhor Jesus nos dando o maior exemplo de perdão que vimos até hoje. Ele pede a Deus para perdoar todos aqueles que estavam crucificando-o, porque eles não sabiam o que estavam fazendo.

E por causa dos nossos erros, ele foi humilhado, maltratado, traído, negado, carregou uma cruz que não era dele e foi pregado nela em nosso lugar. Mesmo assim, ele disse: Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. (Lc 23:34)

Muitas vezes, quando alguém faz algo ruim para nós, nosso coração se enche de tristeza e, se não vigiarmos, se transforma em mágoa, depois em raiva, depois em ódio e esse ódio vai aumentando cada vez mais. O cristão precisa entender que esse tipo de sentimento não pode estar em seu coração.

Paulo diz que somos o templo do Espírito Santo de Deus, mas não há como ser morada do Espírito Santo com o coração cheio de rancor. Em uma aula da Fatap, um professor disse a seguinte frase: “Não há como fazer parte do corpo de Cristo sem ter comunhão uns com os outros”.

É comprovado cientificamente que o ódio pode nos causar doenças como câncer e outras mais se ficarmos alimentando esse tipo de sentimento, mas o pior não é o lado físico, e sim o espiritual.

Está difícil perdoar? Olhe para o servo José que, com todos os motivos para se vingar, preferiu perdoar e assim agradar o coração de Deus. Olhe principalmente para Jesus que, mesmo não merecendo morrer em uma cruz, suportou tudo até o fim.

E sabe porque? Para perdoar todas as nossas transgressões.

Temos uma facilidade enorme de amar nossos amigos, orar pelas pessoas que gostamos, e isso não é errado, mas o conselho de Jesus acerca dos que nos maltratam é o seguinte:

“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5:43-48)

Assim como Jesus Cristo lhe perdoou de todos os seus erros, perdoe também aquele que errou contra você.

Ms. Washington C. Oliveira é responsável pela IAP em Serra Negra e Monte Alegre do Sul, ambas da Convenção Paulista

Fonte: Portal IAP