Perdão – uma fórmula do sucesso espiritual – Parte I

Esther Braga[1]

Fiquei muito intrigada quando li na Bíblia acerca do perdão. Sabe aquela sensação estranha que temos ao passar tantas vezes por uma passagem bíblica e não refletir sobre ela? Pois é, creio que esta é uma boa oportunidade de refletirmos sobre a pergunta de Pedro: “Senhor, até quantas vezes pecará o meu irmão contra mim e eu lhe perdoarei? Até sete?” (Mt 18.21)

Também somos seduzidos a fazer esse tipo de pergunta ao Mestre, e podemos até achar que a resposta é uma incógnita, mas não é…, Cristo lhe respondeu: “Não te digo sete, mas setenta vezes sete” (Mt 18.22).

Chegaríamos realmente a perdoar 490 vezes? Na minha ignorância respondo que NUNCA chegaremos nem a 7 vezes… Jesus usou 70×7 e poderia ter usado 7×7, 700×7, ou outro número qualquer como 80×8, numerologia não é a “ciência” do nosso Senhor; Ele deve ter aproveitado os números sugeridos pelo próprio Pedro para nos dar mais uma lição da matemática divina (não numerologia humana).

Segundo a matemática de Deus, não importa a armação feita, isso é o que menos conta; tanto faz usarmos X no multiplicador ou Y no multiplicando, o resultado é sempre o mesmo, pois “a ordem dos fatores jamais vai alterar o produto” que é o PERDÃO.

Aí Ele continua: “E se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier contigo dizendo: arrependo-me, perdoa-lhe” (Lc 17. 4).

Viram só?! Não há fator que resista ao produto determinado pelo Mestre, você pode somar, multiplicar, diminuir e até dividir; quando esquecemos voltamos a “estaca zero”, anulam-se, pois, os fatores e no “final das contas” o produto será o PERDÃO.

Use a fórmula que quiser, mas PERDOAR implica “ESQUECER” e pronto.

E esse esquecer coloquei entre aspas para esclarecer outro ponto da fórmula espiritual para a próxima oportunidade…

Até lá!

                                                                                                                                                              Próximo artigo: A história do perdão


[1] Esther Maria de Souza Braga tem-se destacado como escritora de temas teológicos e seculares (foi vencedora do Prêmio Dalcídio Jurandir de Literatura – 2010 – na categoria crônica). É mestre em Linguística e especialista em Língua falada e o ensino do português. É professora da Universidade do Estado do Pará (UEPA)  e congrega na IAP em Marco-Belém/PA.