“Obrigada, mãe!” Você já disse isso hoje?

– Mãe, posso ir à excursão para os vulcões no Monte Merapi, na Indonésia?

– Não filha, é muito perigoso.

– Mas mãe, todo mundo vai!

– Filha, você não é todo mundo!

 

Deixando a hipérbole de lado, creio que uma situação como essa já aconteceu, pelo menos uma vez, com cada uma de nós. Sempre há um momento da vida em que sua mãe te lembra de que você: “não é todo mundo”, que “respeito é bom e conserva os dentes”, que “não somos de açúcar”, “que a conversa só vai acontecer quando chegarmos em casa”, os olhares “fuziladores” em situações inesperadas e que só daremos valor às respostas delas quando ocuparmos o lugar de mãe.

O fato é que Cristo nos fez mãe, concedeu a graça de gerar outras vidas, deu os filhos como presentes dEle (Salmo 127:3), e isso requer muita responsabilidade diante do Senhor. A palavra de Deus em Tito 2:4 se refere a um tipo especial de mãe. A palavra grega para representá-la é “phileoteknos”, cuja ideia é cuidar dos filhos, alimentá-los, abraçá-los e satisfazer suas necessidades. Ela é caracterizada como “mãe-amor”. A Escritura Sagrada ordena que as mães sigam este modelo, agindo de forma responsável na educação dos filhos, por isso, tanto as mães quanto os pais precisam exercer alguns requisitos básicos que a Bíblia orienta: disponibilidade – todos os períodos do dia (Dt. 6:6-7); envolvimento – interagir e se relacionar com os filhos (Ef. 6:4); ensinamento – mostrar a visão bíblica das coisas (Dt. 4:10); treinamento – ajudar o filho a desenvolver suas habilidades (Pv. 22:6); disciplina – ensinar o temor do Senhor (Pv. 13:24) e nutrição – promover ambiente de constante apoio, afeto e amor (1Pe. 3:8-9).

Quando observamos esses textos bíblicos, entendemos o porquê de muitos “nãos” que recebemos de nossas mães, das privações quanto aos lugares que frequentamos, as amizades que possuímos, os conselhos em momentos de dificuldade, as correções nos momentos de erro e todos os outros aspectos que norteiam nossa vida.

O coração dela parte quando nos repreende, quando choramos ou quando ficamos tristes por suas imposições. A mãe sofre por não saber o que fazer quando a questão é educar os filhos, quando somos ingratos e insatisfeitos por toda renuncia que ela exerceu por nós. Ela se divide entre razão e emoção, mas prevalece sobre ela a razão, por que sabe a responsabilidade que tem diante de Deus. Salmo 127:4 diz: “Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade.” ela se esforça para que as flechas atinjam o alvo proposto pelo Senhor, a salvação que Ele prometeu antes mesmo do nosso nascimento.

Precisamos agradecer nossas mães por tudo que fazem por nós, precisamos entender que cada atitude é baseada no cuidado e no amor, que cada correção e conselho demonstram ensinamentos que levaremos para toda a vida!  Que possamos fazer o que Efésios 6:1-3 nos orienta: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”.

“Obrigada, mãe!” Que tal dizer isso agora?

Por: Larissa Santiago, filha de Débora Santiago, graduada em Teologia e
Farmácia; congrega na Igreja Adventista da Promessa de Urânia.