O perigo da negligência

“Por isso devemos prestar mais atenção nas verdades que temos ouvido, para não nos desviarmos delas” – Hebreus 2:1 (NTLH).

O nosso cotidiano é marcado por uma gama de notícias com tal magnitude que não conseguimos processar o conteúdo da maior parte delas, e muitas vezes, perdemos a essência de fatos importantes.

Existem informações que, se forem observadas, poderão mudar ou melhorar a nossa vida, porém nem sempre isso acontece. Comumente, agimos com displicência diante de algumas situações da vida, e não atinamos para as consequências.

Na manhã de terça-feira, dia 27 de agosto, houve o desmoronamento de um prédio em construção, em São Mateus, Zona Leste de São Paulo. Segundo informação oficial do responsável pelas investigações do desabamento, o delegado Luiz Carlos Uzelin, “a obra foi autuada algumas vezes por conta de irregularidades”. O embargo não foi acatado, ou seja, houve negligência por parte dos responsáveis pela obra, e o prédio desmoronou deixando um saldo de dez pessoas mortas e 26 feridos. A negligência neste caso teve implicações terríveis.

No ano de 2009, quando a gripe A (H1N1) espalhou-se pelo mundo uma série de medidas preventivas foi divulgada para evitar a contaminação. Vários compromissos foram adiados, aulas foram canceladas e a rotina de muitas pessoas foi alterada. Aqueles que seguiram as orientações foram beneficiados.

Da mesma forma, existem verdades fundamentais na Bíblia, que devem ser observadas. A carta aos Hebreus começa assim: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb 1:1,2). Ora, se Deus falou várias vezes e de muitas maneiras ao povo do Antigo Testamento, e muitos pereceram por não atentarem para a mensagem de Deus, o cristão, por sua vez, deve utilizar o passado do povo de Israel como exemplo e ser diligente, atentando para o que já ouviu. Este é o ensinamento contido no capítulo 2:1-4.

O peso da argumentação decorre dos seguintes fatores: se a palavra dos anjos, que são ministros de Deus, permaneceu firme, e a toda transgressão e desobediência couberam justa retribuição, que se dirá da palavra do Filho, que é a expressa imagem do Deus invisível. A pergunta do escritor aos Hebreus é oportuna: “Como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação?” Ou seja, atentar para o que já temos ouvido é o mesmo que atentar para a tão grande salvação.

Certa vez, um homem estava num barco, no rio Niágara, a uma distância até boa das cataratas. Ficou cansado e por isso colocou os remos no fundo do barco e deixou-se ficar flutuando. Sentou-se de braços cruzados e começou a cochilar. Um homem, na margem, viu o perigo e saiu correndo e gritando, porém o outro nem se mexeu. Ficou lá sentado até que o Niágara o jogou nas cataratas para uma morte certa e instantânea. A negligência custou-lhe a vida.

O fato de não negligenciarmos as verdades Bíblicas nos livrará de três perigos iminentes: o perigo de nos tornar vítimas de heresias; o perigo de nos debilitar na vida espiritual e o perigo de nos desviar do caminho certo.

“Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se de fato guardarmos firmes até o fim a confiança que desde o princípio tivemos” (Hb 3:14).

Pr. Josiel Euzébio Peixoto é responsável pela IAP em Vila Medeiros (São Paulo, SP).

Fonte: Portal IAP