Mas é só uma crítica construtiva!  Será?

Quem gosta de ser criticado que atire a primeira pedra!

Você já foi criticado alguma vez? Como se sentiu?

A verdade é que ninguém gosta de ser criticado. Para minimizar o efeito negativo que por vezes ocorre, qualquer crítica denominamos como critica construtiva, mas será?

Se atentarmos para os significados oferecidos pelo nosso amigo Aurélio (Dicionário), não encontraremos muito espaço para encaixar onde seria uma crítica construtiva, não é mesmo?

Então podemos começar pensando de onde vem nosso anseio em criticarmos.  É possível, que estejamos carregando em nossa bagagem de herança de comportamento, uma característica ácida no julgamento que fazemos das coisas e situações. Pode ser que tenhamos sido duramente criticados durante nossa infância, talvez tenham exigido de nós, sempre algo que não foi possível ser alcançado, destruindo assim, todo um esforço em fazer algo correto, ou ainda, tenhamos crescido em um ambiente onde sempre ouvíamos críticas referentes ao outro.

Isso pode ter desenvolvido em algumas pessoas, uma necessidade urgente de criticar, de descontruir o que o outro é e faz, devido a necessidade de virar o jogo psíquico, ou seja, inverter o sentimento de incapacidade, insignificância e menos valia, desenvolvido na infância, em um ambiente de crítica destrutiva. Com isso, pode ter resultado em uma tendência a criticarmos tudo o que vemos e ouvimos nada escapa a uma crítica. Isso não significa que a crítica não deva ou não possa ser feita, mas preciso primeiro me perceber dentro de um padrão de comportamento, que me impulsiona sem dó nem piedade a emitir críticas que em nada vão ajudar a quem está ouvindo.

É certo de que algumas pessoas têm, alguns comportamentos que não aprovamos ou não gostamos, mas esse comportamento não afeta a  vida da pessoa, é apenas algo que me incomoda, então primeiramente, preciso tentar entender o porque aquilo me incomoda tanto a ponto de eu  sentir necessidade de falar, embora devamos compreender que nas relações é importante que aparemos as arestas e que o outro possa ser informado de forma respeitosa, sobre como me sinto em relação aquele comportamento, pois do contrário isso vai provocando o levantar de muros nas relações.

Mas como posso transformar meu senso crítico em algo construtivo? Posso dizer a alguém que o que ele fez está bom, mas pode melhorar (feedback), analisando a capacidade que a pessoa possui para fazer melhor, compreendendo os seus limites. Essa crítica pode ser feita em três etapas: 1º – elogio, reconheço o esforço, valorizo as qualidades; 2º – posso apontar o que poderia ter sido melhor ou diferente; 3º- reforço sua capacidade em fazer melhor do que antes, assim concluo com um elogio.

Então, podemos pensar numa crítica construtiva quando é utilizada para encorajar a se fazer melhor, quando é feita com respeito, quando é feita se colocando no lugar do outro.

A crítica nua e crua é cruel, mas a crítica carregada de compaixão e respeito em muitas situações é necessária, pois apesar de ser indigesta a princípio, pode posteriormente gerar crescimento e desenvolvimento na vida daqueles a qual desejamos ver evoluindo como pessoa.

“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.” Hebreus 12:11

Não podemos sair dizendo o que pensamos sem um critério justo e cristão.

 

Por: Rubenita J. de Lacerda Souza esposa do Waldeci Antônio de Souza, mãe da Débora e Abner, avó de Lara, Pedro e Samuel. Psicóloga Clínica.  Congrega em Vila Joaniza.