Longe de um conto de fadas

O amor entre o casal é real e deve ser construído com lealdade, cumplicidade e apoio

“Eu sou do meu amado, e ele me tem afeição.” (Cânticos 7.10)

Um dos maiores medos do ser humano é o de ficar só e um dos grandes prazeres é encontrar alguém, uma “cara metade” que o complete, que faça a vida ter mais sentido.

No início do relacionamento, tudo é bom: andar de mãos dadas, aguardar ansioso pelo encontro com o amado, sentir o coração bater mais forte, tudo parece mais bonito, há suspiros por todo lado. Afinal o amor está no ar… Mas isso costuma mudar, conforme o tempo.

Longe de viver um conto de fadas, o amor entre casais é algo real, e deve ser construído através do convívio diário que envolve lealdade, carinho, cumplicidade, apoio, desejo de agradar e cuidar do outro.

Infelizmente, o mundo tem pregado algo bem diferente. É comum ouvir: “vamos tentar, se não der certo cada um vai para o seu lado e pronto”. Simples assim, não há compromisso, pessoas são tratadas como objetos.

Acontece que o casamento planejado por Deus, a vida a dois, não é isso, mas um lugar de comunhão, respeito, diálogo, cuidado mútuo, refúgio.

Cânticos 8.7 diz: “Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado.”

O verdadeiro amor exige prática e leva ao dever de amor dos cônjuges… Dever implicar em obrigação, ficar em dívida ou ter gratidão por algo recebido, ou seja, quando amo e expresso esse amor através de minhas atitudes desejo fazer o outro feliz e vê-lo bem e, automaticamente, esse amor é retribuído. Não é fardo, é ação que leva à retribuição. Amar o cônjuge é uma questão de escolha.

Escolha amar e prossiga amando. Você, seu cônjuge e Cristo podem continuar juntos e fortalecidos até o fim.

Adriana Cristina Mantelato Coveiro, IAP de Jales – Jardim América, Resofap Noroeste Paulista

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