Leia Mais: Sejam bem-vindos

O papel da mulher no projeto de Pequenos Grupos

A missão de ir e fazer discípulos é comum a todo cristão, independentemente de idade, formação, raça, cor ou sexo. Não é uma escolha!

Jesus afirmou: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês” (Mt 28. 19 e 20 – NVI). Sabendo que essa missão não foi dada só para pastores e missionários e nem foi limitada aos homens, mas foi dada a todo seguidor de Jesus Cristo, queremos refletir sobre o papel da mulher no Projeto de Pequenos Grupos, implantado pela Igreja Adventista da Promessa.

Este projeto não é uma ferramenta denominacional, antes é uma iniciativa da igreja de Jesus Cristo, que já acontecia na época dos primeiros cristãos. No livro de Atos dos Apóstolos há um registro dessa atividade. O texto diz: “Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas” (At 2. 46 e 47 – NTLH). Diante disso, é urgente nosso entendimento de que temos um papel importante a desempenhar no Projeto de Pequenos Grupos.

É correto dizer que um Pequeno Grupo, que reúne no máximo 13 pessoas semanalmente nos lares, só acontece quando a mulher está de acordo, salvo raras exceções. Imagine ser recebida numa casa, para uma reunião do Pequeno Grupo, por uma pessoa contrariada e carrancuda. A situação fica ainda pior quando não se prepara um lanche para o momento final da reunião, não se serve ao menos um copo com água às pessoas. Esse fato é lamentável e pode levar qualquer projeto de Pequenos Grupos ao fracasso.

Evangelismo, comunhão e discipulado

Esta modalidade milenar de evangelismo, comunhão e discipulado, depende da alegria, hospitalidade e da sensibilidade da mulher. Muitas afirmam não ter o dom do evangelismo. Se você é uma dessas, mude de atitude! Este projeto não precisa de “mulher maravilha”,  graduada em Teologia ou ganhadora de concurso de culinária. Ele só precisa que você diga: “Sim, eu quero a reunião em minha casa!”.

Essa foi a atitude tomada por Cristiane Morais, 36 anos, casada, mãe de três filhos, que congrega na Igreja Adventista da Promessa em São Caetano do Sul (SP), onde o projeto está implantado desde março de 2007. Para ela, participar das reuniões significou uma mudança no contato com Deus e com as pessoas. É uma oportunidade de aprender mais de Deus e imediatamente colocar em prática. “O grupo é uma bênção não apenas para mim, mas para meus filhos e meu esposo”, afirma Cristiane.

As reuniões, chamadas assim por serem menos formais que os cultos, devem ser vistas como mais uma oportunidade de receber amigos – amigos que vêm para compartilhar alegrias, tristezas, vitórias, lutas, o agir de Deus, a Palavra, louvor, oração e comunhão. Ao final, é importante servir um lanche, algo simples, apenas para permitir que as pessoas troquem experiências e tenham comunhão umas com as outras. Se não tiver condições, informe o líder do grupo – nesse caso, cada um leva um prato ou um suco e a questão está resolvida.

O importante é que juntos, com amor e disposição, avancemos com a obra salvadora de Jesus. E tem mais: não espere resultados numéricos e instantâneos. Essa é uma tarefa que começa agora e só termina quando Jesus Cristo voltar para buscar sua igreja. Lembre-se: quem acrescenta o número dos salvos é Deus – somente o Espírito Santo é quem convence o homem do pecado. Nós devemos pregar a palavra – “em tempo e fora de tempo” (2 Tm 4.2), incansavelmente.

Faça a sua parte! Não importa o quanto você é jovem ou idosa, se estudou ou não, se tem dinheiro ou não, apenas diga “sim” quando for convidada a abrir sua casa para um Pequeno Grupo e faça isso com alegria e desejo ardente de acompanhar o processo de salvação, discipulado e comunhão de muitas pessoas. Permita-se ser um instrumento de Deus. Diga “não” para a desculpa da timidez, da falta de tempo, da sala que não tem um sofá confortável ou qualquer outro impedimento.

Esteja disposta a dizer: “Sejam bem-vindos a minha casa!”

Fonte: Genilda Murta na edição 63 de O Clarim