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Vocês já pararam para refletir como a maneira com a qual nos posicionamos diante das situações da vida pode criar um ambiente hostil e tenso, independente da realidade ao redor? Pensemos nos ambientes que frequentamos: escola, igreja, trabalho, até nossa casa. As atitudes que adotamos têm cooperado para haver paz e tranquilidade ou conflitos e agitação? Cabe ressaltar que, sim, o acúmulo das tensões diárias pode nos fazer perder o equilíbrio. No entanto, é necessário que nos lembremos de um dos frutos do Espírito, registrado em Gálatas 5.23: a mansidão.

E o que é ser manso? É agir de forma pacífica, tranquila, não importando a forma como os outros atuam. É não abusar dos próprios direitos, passando por cima de quem quer que seja. É evitar precipitação, desejo do mal, vingança, ou seja, mansidão é sofrer o dano. Algumas vezes, somos tentados a revidar e a alterar a voz. Nessa hora, o que fazer? Devemos fingir que está tudo bem, que não nos importamos? De maneira alguma. Conivência e passividade não têm qualquer relação com mansidão.

Responsáveis por relacionamentos saudáveis

Diante disso, aceitemos o convite de Jesus registrado no evangelho de Mateus 11.29: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”. Aprender transmite a ideia de algo contínuo, assimilar pela prática. Se nos perguntávamos como ser possível agir com brandura em meio a grandes tensões, aqui está a resposta. Ao observarmos o exemplo de Cristo, sabemos que é possível tratar as pessoas com respeito e delicadeza. Ele soube se posicionar sem ser agressivo, tinha consciência de quem era e, ainda assim, colocou-se na posição de servo. Foi dócil e amável e, ao mesmo tempo, decidido e corajoso para morrer em uma cruz.

Somente por meio do Espírito Santo conseguiremos ser como Jesus. Devemos nos empenhar na busca do que de fato nos torna admiráveis. Somos responsáveis por manter nossos relacionamentos saudáveis e, enquanto não tomarmos consciência disso, ficaremos no aguardo de que os outros façam as coisas mudar.

Tornemos cada situação uma oportunidade única de fazer o bem, de acolher, seja com os braços ou com as palavras, como afirma Gálatas 6.9: “e não nos cansemos de fazer o bem, pois, se não desistirmos, colheremos no tempo certo”.

Tenhamos em mente que a brisa suave nos refresca e alivia, enquanto um furacão nos mata. Estejamos dispostos a suportar injúrias, perdoar, reconhecer que também somos sujeitos a falhas. Entretanto, com os olhos fixos em Jesus, tenhamos a certeza de que alcançaremos sua misericórdia e a condição de viver como ele. Deixemos para trás as atitudes grosseiras, a falta de cordialidade, o orgulho e, principalmente, a falta de coragem para viver a novidade de vida proposta por Jesus.

Por: Líbia Bitencourt

Fonte: Revista O Clarim – Edição 62