Eu preciso de Jesus

Se você, assim como eu, se rendeu às redes sociais e passa algumas horas se atualizando com os últimos acontecimentos, seja de famosos ou não, certamente já descobriu o poder julgador que você aprimora a cada dia.

São inúmeros posts sobre a vida particular, sobre a casa, sobre os filhos, sobre as viagens, cabelo, maquiagem, conquistas, realizações… E de repente estamos analisando e julgando tudo que podemos. Cada detalhe passa pelo nosso mais rigoroso crivo. Fulano não deveria expor isso. Ciclano deveria mudar isso. Beltrano precisa aprender tal coisa. Aqui em casa é bem melhor. O meu é mais bonito. Minha casa está mais organizada. Eu jamais faria tal coisa.

Quando menos esperamos criticamos tudo e todos. Saímos do externo e passamos a analisar os comportamentos. Vemos os erros, as falhas, a maneira incorreta e nos colocamos acima. Olhamos e criticamos. Não vemos pessoas, vemos pecadores. E julgamos. Assumimos o papel de juiz e nos colocamos acima do bem e do mal. Acima dos sentimentos alheios. Acima do respeito, empatia e compaixão. Nos esquecemos que todos somos humanos, todos pecamos e destituídos estamos da Glória de Deus (Romanos 3:23).

 “Oh Senhor, como eu dependo de Ti. Para me curar, para me ensinar, o caminho que devo seguir. Podes me usar, como Tu bem queres. Abro o meu coração.

Essa canção do Baruk ecoa enquanto reflito com esse texto e percebo o quanto realmente preciso de Jesus. Preciso aprender com Ele sobre relacionamentos, sobre como tratar as pessoas. Jesus era amigo de pecadores. Ele se sentava à mesa com prostitutas, com ladrões corruptos, se associou a indivíduos evitados por todo cidadão de bem da Judeia. E o mais estranho. Ele não os julgava. Ele não se sentava com eles para criticar. Ele simplesmente os amava, os acolhia e trazia para Si. Ele lhes oferecia esperança e compaixão incondicionais.

João 8 narra a história de um bando de justiceiros religiosos que arrastam uma mulher pega no ato do pecado sexual e fazem um escândalo pedindo que Jesus tome alguma atitude sobre aquela pecadora. Jesus não se enfurece, não suspira com “horror santo”, em vez disso Ele olha e vê a pessoa. Seu olhar cheio de compaixão encontra a filha e não a julga, mas lhe devolve a esperança de uma nova vida sem pecados.

Ah como preciso de Jesus! Preciso dEle ao acordar, ao respirar, ao agradecer pelas bênçãos ao longo do dia. Preciso dEle para entender quem eu sou e quem eu posso ser. Preciso dEle principalmente para aprender a lidar com as pessoas.

Por: Tatiane de Carvalho Andrade Vitorino, secretária executiva bilíngue, congrega na IAP de Vila Nhocuné, esposa do Pedro Vitorino da Silva Jr. e mãe da Liz de quase 3 meses.