Está tudo bem!

“Ajuda-nos a entender como a vida é breve, para que vivamos em Sabedoria” (Sl 90:12, NVT)

Em tempos de tantas conquistas para as mulheres, somos ainda mais pressionadas e impulsionadas a fazer sempre mais e além do que já temos feito e nesse ritmo frenético quem ousa a pensar na fragilidade da vida e a contar os seus dias?

Nos desdobramos todos os dias em jornadas duplas, triplas e de atividade em atividade precisamos ser ágeis e rápidas para solucionar nossas demandas. O celular que notifica a todo instante, chama a nossa atenção para tudo o que precisa ser feito, entregue e atendido.

Vivemos “equilibrando pratos”, abraçando mais do que podemos e, por vezes, não percebemos o quanto estamos sendo sufocadas ao aceitar este ritmo. Não nos permitindo parar, na ilusão de que damos conta de tudo e de que somos multitarefa, negligenciamos a Palavra que nos diz: “e, no entanto, é melhor ter um punhado com tranquilidade que dois punhados com trabalho árduo e correr atrás do vento” (Ec 4:6, NVT).

A era industrial e a era da informação nos trouxeram a ilusão de que poderíamos resolver nossas tarefas em menos tempo, já que as máquinas e tecnologias fariam mais por nós, mas o que vemos é o contrário disso, estamos sendo empurradas a trabalhar no mesmo ritmo das máquinas, que não param.       Mas nós não somos máquinas e precisamos fazer uma pausa.

A nosso favor temos um dia destinado a esta pausa e reorganização (Ex20:8; Mt12.8). Não abra mão dele, pare, descanse, pense, adore e, só então, prossiga para a próxima semana.

Em dias como os de hoje é preciso buscar Sabedoria do alto, pesar o que realmente importa, o que realmente precisa ser feito hoje. Organize o seu tempo fazendo uma agenda, discernindo quando é tempo de correr e tempo de cessar.

E está tudo bem se você concluir que não tem braços para fazer tudo. Busque ajuda, delegue, divida tarefas, mas “não corra atrás do vento”.

Está tudo bem se você precisar dizer “NÃO”, recusar alguns convites e reprogramar a agenda.

Está tudo bem se você precisar reconhecer que não tem superpoderes, na certeza de que serve a um Deus amoroso e poderoso, pois “aos seus amados Ele o dá enquanto dormem” (Sl 127:2b, RA).

Por: Dsa. Adriana Desengrini, Casada com o Pr. Afrânio Desengrini, pais de coração da Luísa, servem nas IAPs de Tanguá e Jg. Gramados em Almirante Tamandaré-PR. Fisioterapeuta cardiorrespiratória e especialista em aconselhamento e gestão de pessoas.