Empodere-se do amor de Deus

Com certeza você já ouviu falar em empoderamento feminino. Termo bastante usado nas causas feministas atuais. A palavra em si não carrega significado contrário aos ensinamentos bíblicos, pois quando corretamente aplicada, a palavra remete ao apropriar-se dos direitos, à autonomia.

Deus espera que tenhamos autonomia, que sejamos capazes de se virar sozinhas, cresçamos e nos desenvolvamos. Claro, sempre na dependência Dele.

Empoderar-se pode ser bem utilizado quando a mulher entende que é apropriar-se do feminino de Deus, mas pode ser um problema se o termo é entendido que a mulher se basta e entra em competição com a figura masculina.

Na visão pós – moderna, ser empoderada muitas vezes é sinônimo de gritar aos quatro cantos da terra “poder e autoridade sobre si mesma” e jamais submeter-se a nenhum tipo de regra.

Na vida da mulher cristã não há espaço para esse conceito ou modo de vida. Pois ela foi convencida pela poderosa Palavra de Deus, foi alvo do maior amor já existente; no Gólgota, aquela cruz centralizada nivelou homens e mulheres concedendo–os total igualdade para achegar-se ao trono da Graça (pelo novo e vivo caminho) – o véu se rasgou para todos, o amor em forma de sangue lavou a todos. Como mulheres salvas em Cristo Jesus, entendemos a missão delegada a nós e nos sentimos privilegiadas e muito amadas por Deus “(…) pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos (…) (Atos 17:28a). Nunca dependeu de nós e sim dele!

A grande dificuldade de muitas mulheres não aceitarem isso está ligada ao fato de não terem entregado suas vidas a Jesus, consequentemente não querem submeter-se ao senhorio Dele, preferem suas vidas como estão, vivendo presas em suas vãs filosofias, acreditando que estão numa luta por igualdade de gêneros, mas na verdade estão aquém do melhor de Deus para suas vidas.

Como filhas do Pai celestial podemos declarar que somos empoderadas do amor de Deus. Esse amor que nos promove eleitas do seu Reino, que nos dá autoridade sobre os principados e potestades do mal, que nos impulsiona a influenciar a sociedade, a família e a igreja com o nosso testemunho, com nossa idoneidade e com o nosso auxílio. Entendemos também que o valor da nossa vida não depende das nossas funções ou de viabilidade de sobrevivência independente, mas sim, estar assegurado na criação quando fomos formadas à imagem e semelhança de Deus.

Assim como o apóstolo Paulo registrou em Romanos 8:38 e 39 : “Porque estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”. Temos a certeza que somos revestidas do amor do Senhor. Nossa autoafirmação não está ligada aos padrões de beleza terreno, nem na ausência deles. Nem tão pouco na aquisição de bens materiais, muito menos nas altas posições sociais. Em contrapartida, também não está ligada ao fato de perder a essência feminina. Portanto, nosso empoderamento resume-se em sermos chamadas por Deus para coparticipar de Sua glória.

 

Por: Sandra Magalhães Lopes de Lima, pedagoga, esposa do Pr. Daniel José de Lima, mãe de Kimberlly e Daniel Júnior.