Contracultura Cristã

“Pois vocês são um povo santo para o Senhor, o seu Deus. O Senhor, o seu Deus, os escolheu dentre todos os povos da face da terra para ser o seu povo, o seu tesouro pessoal” Dt 7:6.

Existia uma preocupação muito grande na cabeça de Deus tempos antes da entrada de Seu povo na terra prometida, perder sua identidade. Imagine um povo que só conhecia o deserto, vendo areia por todo o lado quando encontra um lugar que, aos seus olhos, parecia o paraíso. Os templos pagãos, as imponentes edificações e as belas mulheres, todas enfeitadas traziam aos olhos algo realmente novo e perigosamente tentador. 

Quando o povo é instruído por Deus através da vida de Moisés podemos ver o tamanho cuidado que Ele tem em lembrar seu povo de que eles são diferentes, por conta disso devem agir de forma diferente daquela cultura ali instalada. Isso é chamado de contracultura, que podemos entender como pessoas ou grupos de pessoas que possuem uma cultura diferente da cultura geral de um determinado local. 

A cultura do povo de Deus, separado e escolhido por Ele deveria ser extremamente preservada e só existia um modo disto acontecer, o povo não deveria criar ligações com aquele povo. 

Podemos trazer este ensinamento para nossas vidas, como podemos manter uma cultura cristã em meio a um povo que possui uma cultura que prega algo totalmente diferente. Como podemos ser santos no meio de tanta maldade e pecado? O segredo é o mesmo: relacionamento. 

Ele já nos avisou: quem é amigo de Deus é inimigo do mundo e vice-versa. Um jovem cristão não pode se relacionar com o mundo de forma descuidada. Não estou dizendo que não podemos ter amizades com pessoas não crentes, ou que não devemos nos relacionar em todos os sentidos da palavra, mas o “x” da questão é, quem está influenciando quem nesta relação? 

Será que temos influenciado nossos amigos a ponto de criar interesse neles em conhecer nossa contracultura? Quando me relaciono com uma pessoa, seja sentimentalmente, nos negócios ou amizade, meu exemplo de vida deve demonstrar que sou diferente de tudo aquilo que as pessoas entendem por normal. Pecar não é normal, viver a vida como eu bem entender não é o normal. Viver pra Deus sim, buscar a vontade Dele e aceitá-la acima da minha é o que eu entendo por normalidade.

A Palavra nos ensina de que quando somos obedientes a Deus e temos uma postura firme e insolúvel nós mostramos ao mundo que somos um povo diferente, que possuímos algo diferente, e isso atrai as pessoas e as faz querer conhecer esse Deus que faz seu povo caminhar em segurança no deserto e os mantém vivos em meio as batalhas. 

É isso que o mundo deve reconhecer em nós, pessoas que possuem um Deus que os mantém em alegria e esperança mesmo em meio as dificuldades e desprazeres da vida, que não tem medo de seguir em frente, pois existe alguém que sempre olha por eles.

Fonte: Sou da Promessa