Comércio de almas

“…e eles cantavam um cântico novo: “Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação” Ap 5.9.

 A cena era assustadoramente impactante e chamava atenção de todos que passavam por ali. Homens e mulheres perfilados ladeavam-se até onde a vista podia enxergar, não se sabia o começo e nem se conhecia o final daquelas enormes fileiras de pessoas. Homens de todas as raças e cores, de diferentes tamanhos e idades, culturas que se misturavam ao suor de corpos cansados, exauridos pelo peso que carregavam.

Alguns tinham até uma boa aparência, pareciam ser boas pessoas, corretas, integras, de bom coração. Outros porem exalavam o perfume da morte, carregavam em sua bagagem a vida de muitas outras pessoas, eram ingratos, violentos e desobedientes. Muitos entendiam e se submetiam a condição de escravo, mas a grande maioria ansiava pela liberdade.

Eram escravos e nada podiam fazer por si próprios, aguardavam apenas um lance para ser levado por um senhor, alguém que se interessasse por aquelas pobres almas, mas havia um problema, o preço era muito alto. 

O que mais espantava a todos os que viam aqueles escravos era seu alto valor. Ninguém era capaz de pagar o preço para levá-los para casa, o custo benefício era ridículo, muito dinheiro por pouca serventia. Outra coisa que atrapalhava as vendas era uma placa colocada a frente de todos eles em que dizia: “todos estes escravos são imperfeitos e possuem defeitos de nascença.” 

Que marketing horroroso era este? Quem se interessaria por pessoas cheias de defeitos que não podiam dar muita coisa em troca de suas vidas? 

Então aquele homem chegou. Com uma aparência simples e um rosto amigável se aproximou do vendedor. Ele parecia estar interessado em fazer uma oferta, as pessoas que estavam ao redor murmuravam: “mas não é este homem que já é dono de todas as coisas”? O que ele pode querer com estes escravos se já possui de tudo? 

– Quanto você quer por eles todos? Disse o homem ao vendedor. Respondeu o vendedor dizendo: O valor é altíssimo, quando o senhor está disposto a pagar?

A autoridade da próxima frase daquele homem abalou a todos que o podiam ouvir, o sol se envergonhou e deixou de brilhar, a terra estremeceu e todos perceberam que Ele era o único capaz de pagar o preço. 

– Dou tudo o que tenho, disse ele. Dou minha vida e até minha última gota de sangue, mas eu quero todos e não abro mão de nenhum sequer. 

Muito prazer, meu nome é Jesus Cristo. 

Que maravilhosa graça é esta que nos foi reservada por Cristo? Estávamos condenados, mas Ele nos comprou e pagou um preço que nunca poderemos entender ou avaliar. 

Se alegre com este fato e lembre-se que Jesus não te comprou para que você continuasse sendo um escravo, mas sim para ser livre, Ele te deu a liberdade para que você não fosse chamado de servo, mas de amigo de Deus. 

“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”  Jo 15.15.

Por: Ricardo Rodrigues

Fonte: Sou da Promessa