Clame e não reclame

“Mas, quando der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos, e os cegos.” – (João 14.13)

Principalmente em meio às aflições, somos tentados a reclamar das circunstâncias. E, em prosseguindo, as murmurações transformam-se em dúvidas, fraquezas, em crises de rancor e ira.

As murmurações ou reclamações revelam falta de paz, de alegria, de comunhão, de fé, de gratidão, de oração e de Deus. Na realidade, quando isto ocorre, está havendo falha nos alicerces primários da vida espiritual.

Não é da vontade de Deus que vivamos neste clima tão destrutivo. Os Israelitas na saída do Egito com destino à Canaã murmuraram no caminho e as tragédias foram imensas. Afirma o texto de 1 Coríntios 10. 5 e 10 “Contudo, Deus não se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto… E não se queixem, como alguns deles se queixaram — e foram mortos pelo anjo destruidor”.

Ao invés de reclamar, devemos falar com o Senhor, clamar. Clamar é orar com intensidade. Não é por mero acaso que todo livramento ou milagre encontrado na Bíblia é precedido por uma entrega total, por uma oração. Todos os heróis da fé tiveram suas vidas fortalecidas no altar Divino.

Davi encontrava-se fugitivo do Rei Saul e refugiado numa caverna, compôs o Salmo 57. Eis a sua experiência no verso 2 “Clamo ao Deus Altíssimo, a Deus, que para comigo cumpre o seu propósito”. Muitos motivos ele teria para reclamar das adversidades e injustiças, mas ao contrário, vemos alguém tendo uma experiência gloriosa e revelando Deus no mínimo de três formas. Primeiro, um Deus alto, inatingível Altíssimo. Certamente, Deus não está limitado às circunstâncias sendo superior a todas elas. Segundo, um Deus que age pessoalmente “por mim”, diz o texto. Não há limite para o saber divino. Não há situação que não saiba. Aos seus olhos tudo se encontra patente. Diante dEle  somos alguém muito especial. Por último, um Deus que tudo faz. O maior prazer de Deus como Pai, é agradar aos seus filhos, cumprir as suas promessas. Filhos adotados pelo sangue de Jesus e semeados para o futuro em sua ressurreição.

As dificuldades que encontramos em nosso viver podem ser deixadas em Suas mãos. O que estiver aos seus cuidados Ele executará.

Temos garantias de sua resposta. Afirmou Jesus: “E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho.” – João 14.13.

Clame e persevere. Quem sempre começa algo e não conclui, formou o hábito de sempre fracassar. Devemos orar até termos a resposta ou a certeza de que Deus fará. E quando a resposta chegar, independentemente se foi ou não do jeito que esperávamos, devemos louvar e agradecer.

E assim, clamando e adorando, ganhamos forças para viver, para superar obstáculos comuns e até a própria morte e penetrar para sempre na companhia do Senhor.

Por: Pr. Elias Alves Ferreira

Fonte: Sou da Promessa