As contradições da vida de uma rainha

No livro de I Samuel 19:12-18, ocorre a história de Mical, filha do rei Saul e esposa de Davi. A priori, seu casamento era um plano do rei para matar seu futuro genro, devido o mesmo ter massacrado Golias e ganhado popularidade entre Israel. Entretanto, Deus interviu nesse cenário, por intermédio, de Mical, mulher que proporciona ensinamentos que serão discutidos a seguir:

O primeiro ensinamento é que Deus tem domínio acerca de todas as situações que enfrentamos e que usa quem Ele quiser para abençoar seu povo.

Mical era idólatra. Todavia, o amor que sentia por Davi era propósito de Deus. Ela foi usada para intervir na história, contando o complô de Saul e ajudando seu marido escapar pela janela. Da mesma forma, Deus continua usando pessoas para intervir em nossas vidas, seja para nos abençoar, transmitir uma palavra amiga, propalar o evangelho, instruir ou orientar.  O interessante é que por vezes essas pessoas não tem a mesma fé professada por nós, mas são instrumentos enviados por Deus para transmitir a mensagem e cumprir os propósitos de Cristo para nossas vidas. Por que será que isso ocorre?  A resposta é simples, Deus sonda nosso coração e ao perceber que estamos precisando de auxílio, vem em nosso socorro.

A segunda aprendizagem é que todo comportamento resulta em uma consequência benéfica ou não.

A atitude de Mical mentir, fez com que seu genitor ficasse decepcionado (I Samuel 19:17). Enquanto que, nós diariamente decepcionamos Jesus. Mas ao contrário de Saul, Cristo é educado, ele derramou seu sangue numa cruz para que tivéssemos vida. E mesmo assim, nos concede a opção de livre arbítrio, ou seja, aceitar ou não a vida eterna oferecida pelo sacrifício vicário. Por vezes, renunciamos à vontade dele para nossas vidas, querendo que nosso eu prevaleça. Mas, ele continua nos convidando para o arrependimento, a purificação de nossas transgressões e para vida eterna.

Por último, Mical aparece na Bíblia repreendendo e desprezando seu cônjuge por dançar na presença de Deus (II Samuel 6: 16-23).

Implicitamente, ela demonstra os sentimentos de ciúmes, amargura e arrogância, por Deus não ter escolhido sua família. A aprendizagem desse contexto, é que conceder o perdão, é a grande dificuldade de nossas vidas. Perdoar, significa esquecer o que o outro fez e cicatrizar a ferida que se abriu em nossa imagem. Infelizmente, Mical deixou que seus ressentimentos dominassem sua história, tornando-se amarga. Ao contrário de Jesus, que destitui de seu trono, vindo ao mundo, foi humilhado e nos concedeu o exemplo prático acerca do perdão, deixando na cruz, todas as nossas iniquidades.

 

Reflexão: Deus tem o domínio soberano na minha vida? Minhas atitudes são abençoadoras? Tenho algum ressentimento em meu coração? Preciso aprender a perdoar?

 

Por: Beatriz Fresche de Souza, psicóloga, congrega na Igreja de Americana.

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