Aprendendo com Ana

I Samuel 1 e 2

Ramá era uma cidade situada na região de Efraim, a aproximadamente oito quilômetros de Jerusalém. Ali viviam Ana e seu marido Elcana que, seguindo as instruções da Lei, iam anualmente ao tabernáculo de Siló para adorar a Deus e oferecer sacrifícios.

Ana era uma esposa muito amada e respeitada por seu marido, entretanto, possuía uma profunda tristeza de alma por não ter filhos, uma desgraça para uma mulher do Antigo Testamento. Era ridicularizada por Penina, a outra esposa de Elcana, que a mantinha sob contínua tensão, fazendo-a se sentir a mais miserável das mulheres. Nesse estado de humilhação ela permaneceu por algum tempo, tempo de pouca comida e muito choro. Porém, em meio ao sofrimento, tomou uma grande atitude, levantou-se, ou seja, ergueu a cabeça e orou ao Senhor, de forma intensa, confiante, entregando-se incondicionalmente nas mãos daquele que tudo pode. Clamou, chorou ao ponto de parecer embriagada, chamando para si a atenção do sacerdote Eli, que a abençoou. Votou ao Senhor, dedicando a Ele o filho que desejava ardentemente. Ela oferecia a Deus a razão, o motivo pelo qual ela iria ser muito feliz. Confiante, o seu estado de espírito e o seu semblante já não eram tristes. Por sua fé, esperança e fidelidade, ela recebe a resposta afirmativa de Deus e, como um troféu, segura seu filho Samuel em seus braços. Toda tristeza é transformada em alegria. Todo choro, em cânticos de louvor e adoração à Soberania do Todo Poderoso. Passado o tempo em que o menino foi desmamado, é chegada a hora de cumprir o prometido, levar seu filho para aprender na casa de Deus. Ela o faz com alegria de quem reconhece o grande poder do Criador do universo.

Aprendamos com esta mulher, simples como nós, a orarmos com a certeza de receber a justiça divina, pois Ele exalta ao humilde e dá graça ao simples. Quando votarmos ao Senhor, cumpramos sinceramente e com prazer o compromisso feito com aquele que é tremendo (Salmo 76:11).

Dsa. Leila Corrêa