AMOR QUE DÁ

Amor que dá

Quando uma pessoa pensa em amor, creio que certamente pensará nos benefícios que esse sentimento pode lhe trazer. Por exemplo, ao desejar um filho, a pessoa associa o amor paterno/materno ao prazer de gerar a vida, de dar continuidade a sua família, de receber o carinho do filho, de se orgulhar de suas conquistas, que podem ser o aprender a andar ou o conquistar um diploma, não importa.

 No amor entre homem e mulher não é diferente, pois a expectativa do que ama é receber do amado as demonstrações desse amor. Ou seja, nosso conceito de amor invariavelmente vai nos levar a esperar receber alguma coisa daquele que nos ama.

Nossa sociedade nos impele a criar expectativas em relação ao amor, nos levando a ter essas expectativas até mesmo em relação a Deus. Quantas vezes já não ouvimos alguém dizer que merece receber isso ou aquilo porque é filho de Deus? Quantos não exigem que Deus cumpra suas promessas, simplesmente porque Ele nos ama? Que engano pensar que o amor que Deus ensina é tão egoísta!

Muito ao contrário do que a sociedade moderna defende, o amor que vem de Deus e é ensinado por Deus não é o que exige ou espera algo, mas é aquele que oferece algo, sempre. Pelo conceito do céu, amar é doar, tendo o principal exemplo vindo do Pai: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

O conceito clássico de amor da Bíblia confirma: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Co 13:4-7). Certamente que não é fácil amar sempre doando, mas essa é a vontade de Deus para nossas vidas e sabemos que a vontade de Deus é boa e agradável.

Imagine se na família de Deus todos se amarem, sempre se doando, sempre sendo benignos, humildes, pacíficos, justos, verdadeiros, suportando tudo? Se o meu amor for assim e o seu amor for assim, ninguém será defraudado nesse amor, pois todos daremos a cada um o que é seu e de nada sentiremos falta.

Ouso pensar que, ao ensinar essa forma de amor, Deus desejou que cada um de nós  completássemos uns aos outros, numa equação perfeita em que nenhum deixa de receber amor.

Lidiane Menezes Souza – IAP Cumbica –  Guarulhos SP