Agora, sou mãe…

Participando de um evento da nossa igreja, fiquei sabendo de um projeto especial de adoção, essa iniciativa me deixou extremamente feliz e orgulhosa, afinal ainda há sementes que caíram em boa terra e estão germinando o amor de Cristo e plantando esperança na vida de muitos… dessa forma, decidi fazer também a minha parte e

Agora, sou mãe…

Quão agraciada é uma mulher que aceita abrigar em seu ventre uma nova vida, porém não menos bem-aventurada é aquela que gera um filho em seu coração.

Há algum tempo, pensava em constituir uma família e gerar filhos, inclusive entre os familiares, os amigos e os irmãos da igreja, muitos filhos gerei não só na fé, mas por meio de laços fraternos e de um imenso amor que me unia a pessoas que embora não fossem meus consanguineamente, tinham o DNA do Eterno Pai e o sangue da cruz nas suas veias.

Mas o tempo passou e priorizei outras coisas, pois não me sentia confortável e muito menos segura para dar à luz a um ser num mundo cada vez mais degenerado pelo mal e tão espúrio.

Ainda assim, a vida foi benevolente comigo e recebi dos céus uma família linda: além de um esposo especial, compartilho o amor do meu lar com três enteados não menos especiais que o pai deles… isso preenche minha vida e me faz feliz completamente, no entanto, as bênçãos de Deus são constantes e bem maiores do que podemos imaginar (e do que merecemos), assim, mesmo me vendo tão jubilosa, resolveu me presentear com mais um membro à família.

Não tive o prazer de amamentá-lo, de carregá-lo no colo, de acompanhar seus primeiros passinhos, de enxugar suas lágrimas, de sorrir com seu sorriso… porém hoje posso dividir com ele o grande amor que nos atou em laços eternos, e nos casos de adoção ao invés do cordão umbilical se romper, como acontece no nascimento normal de uma criança, ocorre o cotrário, esse cordão liga mãe e filho numa união também eterna de amor.

 

Isaque,

Quero a partir de agora acompanhar de perto teu crescimento, fazer parte da tua vida e dividir com teus pais biológicos algumas responsabilidades, sem invadir um espaço que é somente deles e respeitando os limites da minha atuação como tua mãe adotiva.

Não imaginas o regozijo da minha alma e a alegria que senti por ter me tornado tua “mãe” e por poder participar de um propósito nobre que deveria ser regra e não exceção.

Muito obrigada, Isaque, por me dar a oportunidade de exercer uma maternidade que de tão plena não cabe em um útero muito menos dentro de um ser…

A partir de agora, estarás em todas as minhas orações e pedirei ao nosso Pai Celeste que guie os seus passos e de seus pais biológicos, que ilumine teu caminho para que sejas feliz, para que tenhas sucesso, para que se tornes uma pessoa de bem e para seres luz e sal como o foste na minha vida.

Deus te abençoe, meu filho amado… e mais uma vez muito obrigada, filho querido, agora sou mãe, também estou plantando esperança!

Por: Esther Braga em seu blog https://bragaesther.blogspot.com