A Paixão de Cristo

E o mundo parou para assistir a Paixão de Cristo, na versão inovadora, do ator e diretor Mel Gibson.

Mesmo quem não assistiu, comentou! Foi impossível deixar de tecer pelo menos um pequeno comentário a respeito, já que se trata de um filme extremamente fora dos padrões das “paixões” já exibidas. Não se viu aquele “Cristo” de rosto pálido, olhos estonteantemente azuis, com duas ou três discretas gotas de sangue escorrendo por sua fronte, entre os espinhos com os quais foi coroado!

Tive a oportunidade de assistir ao filme, e posso afirmar que é realmente impressionante; as cenas são fortes e chegam a ser grotescas, algo muito perto do real, ou ainda mais exagerado, tendo em vista a descrição na Bíblia Sagrada, dos estudiosos e teólogos, que esclarecem à prática da crucificação: “a tortura e execução de alguém fixando-o na cruz”.

As reações pós-filme foram diversas. Pessoas emocionadas, revoltadas, outras, incrédulas, desdenhavam da autenticidade dos fatos apresentados e muitas igrejas evangélicas até se mobilizaram, no sentido de utilizá-lo para pregar o evangelho, e até conseguiram alguns “bons” resultados, já que os cinemas estiveram lotados e as pessoas de uma forma ou de outra, saíam das salas suscetíveis a uma conversa ao menos, sobre o que acabaram de assistir.

Mas, o filme saiu de cartaz!

E qual o resultado causado por essa versão tão diferente e ousada da crucificação de Jesus?

Será que todos os que tiveram acesso àquelas cenas, entenderam o porquê de todo aquele sofrimento pelo qual passou o filho do Deus Altíssimo, ou ficaram somente impactados em ver tanta maldade por parte dos executores do Mestre, e se contentaram com isso?

“Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaias 53:3).

Queridas, o meu e o seu “papel” nessa história de amor, não é o de mera expectadora! Nossa responsabilidade vai muito além. Devemos fazer valer cada detalhe do plano de salvação de Deus para a humanidade, efetuado a duras penas, com os martírios mais sórdidos sofridos pelo seu próprio filho, o Senhor Jesus, que apesar de saber o altíssimo preço que lhe custaríamos, não titubeou em comprar-nos. E com esse gesto nobre e único, levou sobre si todos os pesados fardos que a maioria das pessoas ainda insiste, desnecessariamente, em levar.

O filme “A paixão de Cristo” de Mel Gibson, termina quando “Jesus” ressuscita; Ele se levanta depois de removida a pedra que fora colocada à entrada do túmulo, e então se acendem as luzes do cinema! Que final vago para tanta tortura sofrida!

Sabemos que a ordem imperativa deixada por Jesus, quando da sua ascensão aos céus, traria muito esclarecimento a todas as pessoas que assistiram ao filme, porém ela não chegou a ser conhecida a estes, talvez porque essa parte da história não trouxesse muito conforto ao público, aliás, pelo contrário, é provável que desagradasse em muito, e o sucesso e repercussão do filme com certeza ficariam comprometidos. Porém, eu e você a conhecemos, e muito bem, diga-se de passagem: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo: mas quem não crer será condenado”(Marcos 16; 15 a 16).

Temos “nosso papel” a desempenhar, com toda a armadura de Deus! Não podemos nos acomodar e nos deixar limitar por um filme, que mostra apenas o sofrimento do Senhor Jesus.

Como boas “continuístas”, devemos levar, aos que se contentaram apenas com o levantar de Jesus do sepulcro, as novas de queo filme não acabou! Jesus ressuscitou!

Ele está vivo e continua realizando obras tão grandes, ou maiores do que as registradas nas escrituras. E o maior milagre que Ele ainda tem a realizar, está em nossas mãos viabilizar. Temos a responsabilidade de esclarecer, à luz da palavra de Deus, que a seqüência deste filme pode ser a salvação para todo aquele que crer e valorizar todo o sacrifício de Jesus.

Disponhamo-nos, pois, em sermos canais para que a vida eterna chegue até os que perecem, sem conhecer o verdadeiro “roteiro” do plano de salvação em Cristo Jesus.

Dsa. Elis Regina Lima Souza
Depto. Intelectual da Fesofap
(Gestão 2004-2007)