A crise final – O fim do Tempo da graça

A graça de que estamos falando consiste no favor divino do perdão com que todos os homens foram, imerecidamente beneficiados mediante o sacrifício de Jesus Cristo, Tito 2: 11-15.

Todos, em toda a parte, vivem hoje, em pleno gozo dessa graça. Todos têm acesso ao perdão. Deus o oferece a todos, em toda a parte, tal como está escrito em At. 17: 30 e 31.

Entretanto, a Escritura nos fala de um tempo em que essa graça vai cessar. Esse tempo ainda não veio, mas poderá estar mais próximo do que em verdade podemos imaginar.

Quando isso acontecer, o mundo inteiro entrará na mais profunda crise espiritual de todos os tempos, por não ter aproveitado como deveria, a oportunidade que lhe foi oferecida.

O presente estudo tem como objetivo mostrar como isso vai acontecer,e, indicar o que precisa ser feito como medida de preparação para se evitar a fome e a sede espirituais que estão por vir.

I. A oportunidade do perdão não durará para sempre:

Já nos dias de Noé, Deus afirmou que Seu Espírito não contenderá, isto é, não insistirá para sempre com o homem. E isto significa que a tolerância de Deus tem um limite, Gn. 6:3. E este limite poderá estar chegando ao fim.

Por intermédio do profeta Isaias, o mesmo Senhor adverte: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”, Is. 55:6. Isto sugere que, o Senhor nem sempre poderá ser achado.

Através de Amós, o mesmo Senhor assegura: “Eis que vem dias, diz o Senhor Jeová, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor…

“…e irão vagabundos de um mar até outro mar, e do norte até o oriente: Correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão. Naquele dia as virgens formosas e os mancebos desmaiarão de sede”, Am. 8:11 e 12.

A profecia do Apocalipse, porém, é a que usa a linguagem mais clara quando fala desse evento e das conseqüências que dele resultarão. A descrição dos fatos ali mencionados, sensibiliza até mesmo os mais incrédulos.

II. Fatos que precederão o fim da graça de Deus:

“E ví outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso, todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos”. Aqui está um resumo do cenário e do que nele foi visto, precedendo o anúncio do julgamento de Deus:

1)Foram vistos no céu, sete anjos, com sete taças contendo nelas o vinho da ira de Deus contra aqueles que não se arrependeram dos seus pecados;

2) Foi visto também algo parecido com um mar de vidro, puro como o cristal e misturado com fogo, símbolos da retidão e da transparência do juízo de Deus;

3) Foram vistos junto ao mar de vidro, os crentes que saíram vitoriosos sobre a besta, sua imagem, seu sinal e seu número;

4) Foram cantados os cânticos de Moisés e do Cordeiro, cujos estribilhos era: “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso.

5) Nestes cânticos foram enaltecidos: A justiça e a magnificência do nome de Deus, assim como Sua santidade.

6) A ira de Deus foi declarada manifesta contra aqueles que, tendo a oportunidade de se arrependerem, deliberadamente não a aproveitaram.

2) Depois de declarados vitoriosos, sobre a besta, sua imagem, seu sinal e seu número, os justos são assinalados com o sinal de Deus, para não incorrerem no mesmo castigo, Ez. 9: 4 e 6; Ap. 7: 3; 9: 4.

III. A descrição dos fatos que marcarão o fim da graça:

“E depois disto olhei, e eis que o templo do tabernáculo do testemunho se abriu no céu. E os sete anjos que tinham as sete pragas saíram do templo, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos com cintos de ouro pelos peitos. E um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete salvas de ouro, cheias da ira de Deus, que vive para todo o sempre. E o templo encheu-se com o fumo da glória de Deus e do seu poder; e ninguém podia entrar no templo, até que se consumassem as sete pragas dos sete anjos. Aqui está um resumo dos fatos que marcarão o fim do tempo da graça, ou seja, o fim da oportunidade de perdão oferecida por Deus aos pecadores:

1) Abriu-se no céu, o templo do tabernáculo do testemunho. Este é o lugar onde Cristo está e onde exerce a função de mediador entre Deus e os homens.

2) Desse templo saíram sete anjos vestidos de linho puro e resplandecente, prontos para executarem as ordens de Deus.

3) Um dos quatro seres viventes (descritos em Ap. 4:6), entregou aos sete anjos, sete salvas de ouro, cheias da ira de Deus.

4) O templo encheu-se com a fumaça da glória de Deus, e a partir desse momento, ninguém mais podia entrar no templo até que se consumassem as sete pragas dos sete anjos;

6) Enquanto Cristo puder entrar ali, a porta da graça estará aberta e a oportunidade de perdão estará sendo franqueada a todos os que se arrependerem de seus pecados;

7) No momento em que Deus decretar o juízo dos maus, então aquele templo, que atualmente funciona como um altar de intercessão, deixará de ser usado para esse fim, cessando com isso a oportunidade do perdão.

8 ) “E ninguém podia entrar no templo”. Ora, este é o lugar onde Jesus intercede pelos pecadores; impedido de entrar lá, o que isto significa? Que não mais intercederá por ninguém. A tolerância de Deus chegou ao fim.

IV. Termina o tempo da graça e começa o juízo de Deus:

“E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra, as sete salvas da ira de Deus”. A mesma ordem foi dada ao segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo anjo. E cada um deles cumpriu a ordem recebida. Aqui vai um resumo do que acontecerá depois de fechada a porta da graça:

1) Com o derramar das pragas, que refletirão a intensidade da ira de Deus, iniciar-se-á um tempo de aflição e sofrimento tal qual nunca houve até aquele tempo;

2) Este é o chamado “tempo de vingança”; o tempo reservado por Deus para fazer justiça, privilegiando os bons e castigando os maus, injustos e cruéis;

3) Nesse tempo se cumprirá a profecia de Amós: Os homens sentirão fome e sede de Deus, e não poderão satisfazê-las. Procurarão a Palavra de Deus por toda a parte e não a acharão;

4) No capítulo 16 de Apocalipse (v v. 9 e 11), encontram-se por duas vezes a expressão: “Não se arrependeram”, o que significa que, fora da graça de Deus não há arrependimento nem perdão;

5).Em Mateus 25:10-12, Jesus usa uma linguagem simbólica ao se referir ao fechamento da porta da graça, dizendo: “E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele respondendo, disse: em verdade vos digo que vos não conheço”.

6) No capítulo 22: 11 de Apocalipse está escrito: “Quem é injusto, faça injustiça ainda”; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda”;

7) Por esse tempo, a situação de cada pessoa é irreversível; cada uma delas irá enfrentar o juízo de Deus na condição em que for encontrada. Quem for achado justo, permanecerá nessa condição; quem for achado injusto ficará nessa condição.

V. Conclusão – Advertência final:

Felizmente, o acontecimento de que estamos falando está ainda no futuro, mas poderá estar mais perto do que se pode imaginar.

Deus ainda nos oferece o perdão em Jesus Cristo, e o tempo de aceitá-lo é agora. O dia de amanhã poderá ser tarde demais.

Dsa. Elisa Ribas
Vice-Diretora da Resofap RondoAcre – Sul
I IAP de Ji-Paraná/Ro