Estou esgotada! O que fazer para melhorar a saúde mental

Ops! A bateria está acabando! Com licença, vou logo ali recarregar e já volto! Talvez seja hora de parar. Ah! Como seria bom se fosse tão simples assim, não é? O que se é feito quando a bateria do carro acaba? Rapidinho resolvemos: trocamos a bateria ou recarregamos ou ficamos sem carro. Assim somos nós, ou paramos para trocar, recarregar ou não iremos funcionar. Simples assim? Isso!

Mas porque ignoramos os sinais de esgotamento? Quem disse que não podemos parar para recarregar?

Vivemos em um mundo que nos convida o tempo todo a produzir e produzir muito. É preciso pensar; que exigência é essa? Vem de fora (contexto) ou vem de dentro de nós? Será que a cobrança não está vindo de algo internalizado? Será que não aprendi a exigir de mim sempre, nada menos que o máximo?

A verdade é que essa correria, esse excesso de atividades, essa exigência que muitas vezes não conseguimos distinguir de onde vem, nos levam a um cansaço, primeiramente físico, mas que por vezes ignoramos.  Assim como em um carro, cujo o motorista é desatento, não vai prestar atenção para a necessidade de reabastecer, trocar o óleo ou trocar a bateria, assim, muitas vezes nos comportamos em relação aos sinais que o nosso organismo está apresentando. Quando o corpo está trabalhando além de sua capacidade e já sinalizou e não recebeu a atenção devida, então outros sinais começam a surgir.

As oscilações hormonais, próprias do universo feminino, somados ao esgotamento físico ou a preocupação excessiva com o que se precisa produzir, gera uma sensação de impotência avassaladora, que produz uma tristeza profunda e aí já temos um “coquetel molotov”, pronto para entrar em ação e que pode produzir grandes estragos, talvez até irreversíveis!

Fique ligada, para ver se não é hora de desligar um pouco, perceba se a sensação de vazio, dificuldade em se concentrar, sensação de se estar carregando um peso enorme, pensamentos que não fluem, ou ficam focados em uma única coisa estão presentes na sua vida ultimamente.

Pense se você tem feito algo em prol de si mesma ou tudo o que produz está relacionado ao outro, preste atenção se quando está fazendo as coisas, tem sentindo tristeza, raiva, fadiga, irritabilidade, isso já é um sinal de que algo não está indo bem.

Você tem se sentido na maioria das vezes, triste, desanimada, sem desejo de fazer coisas que antes fazia com alegria? Tem uma sensação de vazio sem causa? Sente vontade de estar só? Saiba que esses são alguns sintomas da depressão, o que por vezes se confunde com tristeza.

Mas como identificar tudo isso? Como evitar? É preciso ficar atento aos sinais. Nem sempre conseguimos sozinhos. É aí que precisamos reconhecer nossa fragilidade e a hora de buscarmos ajuda profissional, pois é necessário compreender as causas desses sentimentos, para entendermos que podemos funcionar com outro modelo de atuação na vida.

E aí, vai parar ou continuar?

Não protele, busque ajuda, fale com alguém. Você pode sair dessa!

Por: Rubenita J. de Lacerda Souza esposa do Waldeci Antônio de Souza, mãe da Débora e Abner, avó de Lara, Pedro e Samuel. Psicóloga Clínica.  Congrega em Vila Joaniza.