Dicas para evitar o adultério – Primeira Parte

O adultério é uma tragédia para a família. As consequências são gravíssimas e no mínimo gera descontrole emocional e espiritual de quem praticou ou foi vítima. E, dependendo da repercussão, pode ocorrer também prejuízos emocionais e espirituais para os filhos, a parte mais inocente de um casamento. E se houver divórcio, o qual Deus não se alegra – Ml 2.16, normalmente ocorre a perda financeira devido a partilha e venda apressada dos bens.

Embora qualquer pecado seja pecado, e tem a mesmo peso diante de Deus, o adultério pode trazer graves complicações porque é um pecado contra o próprio corpo – 1 Co 6.18; contra a família – Mt 19.6, 9; contra o reino de Deus – Mt 18.7 e contra a vontade de Deus – Ex 20.14. Quando ocorre a quebra da aliança conjugal, feridas são abertas, a família é envergonhada e o evangelho ultrajado.

Tendo consciência da gravidade do adultério, listamos algumas dicas para que o mesmo seja evitado:

 

  • Verdade versus mentira. Os pressupostos mentirosos do adultério são: Que somos infelizes e merecemos ser felizes. Que o casamento não foi dado por Deus e foi um equívoco. Que nos dias atuais é normal o adultério. Caso não pratique estará perdendo algo. Que o adultério “apimenta” o relacionamento conjugal. Que vai ser apenas uma vez. Que é mais forte que a própria pessoa. A verdade, no entanto, é que o Casamento foi dado por Deus e o mesmo dará sabedoria e forças para superar as dificuldades e produzir maturidade ideal de serem uma só carne – Gn 2.21-25. Mas para isso, existe o preço da espera através paciência e da perseverança. Por outro lado, perguntamos: Quantas vezes Esaú vendeu o direito de primogenitura por um prato de lentilhas? Quantas vezes Saul errou para que perdesse o trono para sempre? Quantas vezes pecou Davi com Bate-Seba para que viesse tantas catástrofes? Resposta: Apenas uma vez. O texto de Gálatas 6.7 apresenta a lei da semeadura: Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. ”
  • Transparência. É na sombra que o pecado germina. Por isso, não tenha senha de aparelhos como celular ou computador, conta de e-mail ou de alguma mídia social, que o seu cônjuge não saiba e vice-versa.
  • A Bíblia aconselha uma fuga e não um enfrentamento: “Fujam da imoralidade sexual…” – 1 Co 6.18. Não dê atenção a conversa de alguém que já esteja com outras intenções ou causando dependência, fora dos limites de um relacionamento normal. Faça como José, fuja – Gn 39.12. José perdeu a capa e a liberdade, menos a comunhão com Deus. A perseverança em estar continuamente na presença de Deus, permitiu que o mesmo ascendesse como governador do Egito. Às vezes o não ao pecado, significa perda de algo ou até mesmo de um emprego. Mas esta perda, se for para manter a fidelidade com os propósitos de Deus, será uma grande vitória no futuro.
  • O pecado de adultério é uma das obras da carne – Gl 5.19-21 e pode ser vencido pelo fruto do Espírito – Gl 5.22-25.

 

Saiba que o Senhor estará sempre do nosso lado e nos momentos de tentação nos dará livramento: Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar. ” – 1 Co 10.13.

 

Fazendo de Cristo nosso alvo,

Elias Alves Ferreira