Momento de Reflexão para a Mulher Promessista

Dia Internacional da Mulher
Momento de reflexão para a Mulher Promessista

“As comemorações do dia 8 de março estão mundialmente vinculadas às reivindicações femininas por melhores condições de trabalho, por uma vida mais digna e sociedades mais justas e igualitárias. Essa luta é antiga e contou com a força de inúmeras mulheres que, nos vários momentos da história da humanidade, resistiram ao machismo e à discriminação.

É a partir da Revolução francesa, em 1789, que as mulheres passaram a atuar na sociedade de forma mais significativa, reivindicando a melhoria das condições de vida e trabalho, a participação política, o fim da prostituição, o acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.

Com a Revolução Industrial, o trabalho feminino foi absorvido definitivamente pelas indústrias, como forma de baratear os salários. A mulher passou a ser obrigada a conviver com jornadas de trabalho que chegavam até 17 horas diárias, em condições insalubres, submetidas a espancamentos e ameaças sexuais constantes, além de receber salários que chegavam a ser 60% menores que os dos homens.

Não tardaram a surgir, na Europa e nos Estados Unidos, manifestações operárias contrárias ao terrível cotidiano vivenciado. Os enfrentamentos com o patronato e a polícia se tornaram cada vez mais freqüentes.

Foi no bojo das manifestações por melhores condições de trabalho, que 129 tecelãs da Fábrica de Tecidos Cotton, em Nova Iorque, paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas, na primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres. Elas foram violentamente reprimidas pela polícia. Acuadas, as operárias refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas, dentro de um local em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, decidiu-se que o 8 de março fosse declarado o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque.
Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)”[i].

E nós, hoje, por que nos propomos a comemorar o Dia Internacional da Mulher?

Porque assim como secularmente aquelas mulheres foram reconhecidas pela sua ousadia e coragem, reconhecemos que Deus, o Criador, desde o início da criação, valorizou a mulher, criada à sua imagem e semelhança (Gên. 1:27).

O pecado subjugou a criatura à escravidão, a uma vida de pranto e dor. Não obstante a essa situação, ao entregar seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz pela remissão dos pecados, Deus revelou o seu amor a todos (homens e mulheres). Não houve discriminação.

Sim, mesmo sem possuirmos mérito algum, Deus nos amou e optou por nos ter junto Dele.

E nós, como mulheres cristãs, devemos aproveitar essa data para fazermos uma reflexão de qual deve ser nossa postura em todos os dias dos anos de nossa existência. Ao experimentar o amor de Deus, somos chamadas a demonstrar nossa profunda gratidão ao Todo Poderoso, através dos nossos feitos, da nossa ousadia em falar de Jesus para o próximo, da nossa obediência à Palavra, da nossa disposição e dedicação ao trabalho cristão que nos foi confiado, enfim, da entrega total das nossas vidas a Ele para que seus propósitos se cumpram em nós.

Neste dia devemos, ainda, render graças e louvores ao nosso Deus, por nos dar a oportunidade de nos achegarmos a Ele de forma livre e voluntária. Ao olhar o exemplo dessas mulheres que no correr da história da sociedade tanto lutaram para que as desigualdades fossem banidas, nós, mulheres cristãs, devemos também procurar fazer a diferença no mundo em que vivemos.

Não estamos sozinhas! Temos o Santo Espírito para nos ajudar a ser o sal da terra e a luz do mundo! Clamemos a renovação das nossas mentes e dos nossos corações a cada instante para que façamos a diferença no mundo em que vivemos.

Que possamos ser reconhecidas como servas do Deus Altíssimo, que proclamam o nome de Jesus Cristo, e tidas pelo nosso Pai Celestial como mulheres virtuosas, cujo valor muito excede o de finas jóias.
Querida Mulher Adventista da Promessa, filha do Rei, Feliz “Dia da Mulher” todos os dias.

Dsa. Margareth A. R. Covre

[i] Fonte: site www.redemulher.org.br/8demarco.htm (Adaptação do texto extraído de “8 de março: Dia Internacional da Mulher – Uma data e muitas histórias”, de Carmen Lucia Evangelho Lopes, Editora: Conselho estadual da Condição Feminina, 1993, CEDIM – SP)