Série perdão –  Parte III –  A gênese do perdão

O perdão “se fez carne” – Jesus, nosso antídoto!

Quando Deus criou o mundo, Ele o fez perfeito , todavia, nem todos ficaram satisfeitos com o resultado. Ao ver a obra-prima dEle enfeitando o jardim plantado no centro da criação maior, alguém tratou logo de destilar veneno para testar seu poder de sedução e de persuasão; a “perfeição de Deus” e a força (ou fraqueza) do ser humano.

O uso da figura de uma serpente foi bastante oportuno para representar a astúcia, a rapidez no golpe, a mira certeira e o veneno letal do Diabo . Com a arma nas mãos (ou na língua), teria condições de “matar” a humanidade neutralizando os “pais” dela. Sua intenção era além-Éden, queria atingir o futuro, pensava em comprometer o resto da semente.

Satanás sabia que no momento em que seu veneno penetrasse no coração de Adão e de Eva, esse órgão se encarregaria de espalhá-lo, por meio do sangue, para todo o corpo (e todo corpo) e assim aconteceu!

O veneno entrou pela boca do Homem e o contaminou, matando a dignidade do primeiro casal e levando a humanidade e a Terra a mudarem sua essência dada na criação ; se não fosse o plano redentor de Cristo – via PERDÃO pelo sangue – não haveria retorno a essa essência.

Após a dose letal, nada mais era como antes, o veneno se espalhou: os olhos se abriram para a maldade, a boca pecou, a mente se deturpou e a alma foi “condenada” à morte.

O que fazer diante de tamanha falta?

Não houve como evitar a contaminação a toda descendência de Adão, por isso o perdão “se fez carne” e o Homem já não precisaria imolar um animal e usar sangue dele como remédio inúmeras vezes.

Deus enviou o único antídoto capaz de neutralizar, de uma vez por todas, o veneno da serpente. Esse “soro antiofídico”, vindo dos céus, seria usado pela humanidade em dose única, não havendo necessidade de gotas constantes de “soro caseiro” , pois o sangue do Cordeiro livrou a todos do veneno da morte e lhes deu vida eterna…

Que maravilhoso perdão o de Deus!

Bem, já estamos nos familiarizando com a fórmula a que queremos chegar. Vocês puderam conhecer uma fórmula matemática para entender uma incógnita; viram a continuidade dessa conta na história do perdão; perceberam como se desenvolveu uma fórmula química que serviu como antídoto para aniquilar um veneno; e agora iremos para a fórmula que enriquece o espírito, propriamente dita, findando e não concluindo nem esgotando o assunto, pois há muito mais sobre o perdão do que pensa a nossa vã filosofia, enfim, esperamos vocês em breve!

Por: Esther Maria de Souza Braga  – Mestre em linguística pela UFPA – Professora há 28 anos – Escritora – Diretora do CETAP Convenção Norte – Nascida em berço adventista da Promessa – Membro na primeira igreja em Belém

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