Posso ajudar! O ombro amigo não precisa, necessariamente, ser presencial

Você certamente já interagiu com algum daqueles funcionários que vestem um colete com a pergunta “Posso ajudar?” A verdade é que nem sempre estão predispostos  e capacitados para realmente ajudar. Com semblante desencorajador eles transmitem, em muitos casos, ausência de competência para o desafio proposto na indagação do colete.

Isso nos faz lembrar da  narrativa bíblica, na qual Geazi, assessor do profeta Eliseu, oferece ajuda a uma mulher desesperada, perguntando: “Vai bem contigo, vai bem com teu marido, vai bem com teu filho?”. O filho, que chegara na sua vida através de milagre de Deus, estava morto em sua casa, mas, ela diz:”Vai tudo muito bem!”.

Porém,  quando ela chega diante de alguém, ou seja, Eliseu, no qual vê competência e firmeza de propósito, ela abre o coração e consegue na intervenção do homem de Deus, e, através do milagre do Altíssimo, ter de volta seu filho, são e salvo.

Por aí a fora existem muitos Geazis, mas, graças às capacitações do maravilhoso Espírito Santo, temos Eliseus suficientes para que as pessoas fragilizadas existencialmente/emocionalmente possam se sentir amparadas. As ferramentas que Deus disponibiliza para atender os quebrantados de coração são o divã  dEle, o colo de mãe e o ombro amigo.

Quais  destas atitudes você demonstra: “ Posso ajudar?”  “Posso ajudar”  ou “Posso Ajudar!!”?  A atitude espontânea em um contexto de imitação de Cristo e, de Eliseu, vai lhe posicionar diante do “para quê” existencial: pessoas que não sabem o que está acontecendo (“Posso ajudar?”), pessoas que estão vendo as coisas acontecerem (“Posso ajudar”), e pessoas que fazem as coisas acontecerem (“Posso ajudar!!”).

O ombro amigo não precisa, necessariamente, ser presencial. Os recursos tecnológicos dos tempos atuais nos apresentam uma bifurcação: usá-los como ferramenta de agregamento de valores humanos, ou, usá-los como arma de desagregamento de valores humanos. Quanta coisa pode ser feita para abençoar vidas carentes no sentido existencial!

Para ajudar, na via dolorosa, o carregamento da cruz vicária de Jesus Cristo, apareceu Simão Cirineu. No carregamento da cruz, de competência humana, são necessários Cirineus (“Levai as cargas, uns dos outros”). As alternativas disponíveis para o oferecimento do “ombro virtual” são múltiplas: mentoreamento via WhatsApp, messenger, email, telefone, blogs empáticos (existem muitos apenas simpáticos); grupos virtuais de apoio; sites com público alvo específico; capelania virtual.

Mesmo que você não tenha  boa performance nas alternativas sugeridas, use sua criatividade, não seja omisso! Deus espera que você se posicione no time dos “Posso Ajudar!”, afinal, há pessoas a sua volta que precisam do seu cuidado e acolhimento.

Por: José de Oliveira Neto,pastor, teólogo, clínico pastoral com especialização em psicologia da religião, casado com Magda Feliciano de Oliveira. Dois filhos Thaís e Anderson casados, 3 netos e às vésperas de mais um. Pastoreia as igrejas de Tatuapé e Pq São Rafael.