Pontualidade é uma virtude

Como filhos que imitam o Pai, devemos aprender a não nos atrasar em nossos compromissos

 

 

“Vamos marcar o culto para às 18 horas, para começar às 19 horas”.

Você já ouviu esta expressão ou alguma parecida?

Por que escrever sobre isso, de mulher para mulher? Porque acredito que as mulheres têm na Igreja um relevante papel de liderança, sob a ação do Espírito Santo e, naquilo em que aplicamos o coração, temos obtido resultados consideráveis.

Deus é o criador do tempo, do espaço e da matéria (Gn 1.1) e sobre a terra nos deu o tempo para ser vivido em sua plenitude. Ele mesmo não é limitado pelo tempo. O Senhor é infinito, para Ele, um dia é como mil anos e mil anos como um dia (I Pe 3: 8 e 9). Aprendemos que Deus nunca se atrasa: Não retarda o Senhor a sua promessa…”. Como filhos que imitam o Pai, devemos aprender também a não retardar as nossas promessas, a não nos atrasar em nossos compromissos.”(1)

Encontrei um artigo dirigido a empresários, que dizia o seguinte: “A pontualidade é uma forma de mostrar respeito e consideração com o próximo; infelizmente, um hábito não muito comum entre a maioria das pessoas. A pontualidade é uma virtude de pessoas civilizadas. Ser pontual não é se precipitar, chegando com muito tempo de antecedência no compromisso ou local combinado. Ser pontual é chegar, pelo menos, 15 minutos antes do horário estabelecido.”

Por que são necessários estes 15 minutos? Para que você possa relaxar, respirar tranquilo, olhar-se no espelho e certificar-se sobre a sua aparência pessoal para entrar em cena seguro e confiante.”(2)

            Se mesmo fora do ambiente religioso, a pontualidade é vista como uma qualidade, o que esperar de nós, que segundo as palavras de Jesus, somos o sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5:13 e 14)?

O Senhor Jesus também nos orienta: “Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5:16).

            Um dos aspectos a ser considerado, é que o não cumprimento de nossos horários, atrapalha a vida e até o bem-estar de outras pessoas. Um culto, por exemplo, deve ter horário para ser iniciado, e para ser encerrado, pois atrasos constantes nos encerramentos de nossas atividades religiosas geram empecilhos à prática evangelística.

Quando trazemos um visitante à casa de Deus, se pudermos informar-lhe o horário em que ele estará liberado, ele poderá programar-se dentro de seus afazeres.

É claro que temos consciência de que imprevistos acontecem, mas precisamos ter cuidado, porque nem sempre estes “imprevistos” são tão “imprevistos” assim. Às vezes, a organização minuciosa e a comunicação com os demais envolvidos num programa são suficientes para sanar estes problemas antecipadamente.

Pontualidade é um hábito que, como qualquer outro, implica esforço e repetição. Por hábito, escovamos os dentes diariamente, arrumamos a cama, penteamos os cabelos… Enfim, quando nos habituamos a qualquer atividade, a praticamos regularmente sem grandes esforços.

Se você ainda não tem o hábito da pontualidade, estamos incentivando-a a buscá-lo! Pode ser que, de início, não seja fácil essa mudança. Será necessário empenho, e talvez isso até cause algum descontentamento, fazendo com que alguns cultos ou programações sejam iniciados com poucas pessoas, mas quando as demais perceberem que os horários estão sendo cumpridos, também se aplicarão em chegar cedo.

Estejamos atentas à exortação de Paulo: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5.15 e 16).

“Andar de modo prudente é aproveitar as oportunidades (Cl 4.5), sabendo que o tempo é de Deus para ser empregado da melhor forma possível.” (1)

 

 

(1)         Elizabeth Gomes, “Ética nas pequenas coisas”, Ed. Vida

(2)       “Etiqueta Empresarial”, jornal Carreira & Sucesso, 98ª edição.