Eu, pedir perdão?

A culpa é, sem sombra de dúvidas, uma das forças mais destrutivas que habitam o coração humano. Existem pessoas que não conseguem se perdoar pelos erros cometidos, e nem liberar perdão àquelas que tenham lhes feito algum mal. Carregam esse fardo desnecessariamente. Imagine o cenário ideal para ilustrarmos sobre o perdão: no início de tudo, Adão e Eva desobedeceram uma ordem divina e pecaram. Como Deus reagiu após o pecado? Deus escolheu nos tratar, oferecendo-nos perdão. Perdão é quando dizemos a alguém: eu prefiro ficar com o dano ao invés de perder você. Foi exatamente o que o Jesus fez, Ele decidiu nos perdoar, morrendo em nosso lugar naquela cruz.

O perdão é imperativo e é possível! A confissão cristã é a única que realmente prega a possibilidade e a necessidade do perdão (Colossenses 3:13b). A fé cristã demanda que liberemos perdão a alguém, mesmo que ele não apresente o seu pedido de perdão e nem demonstre sinais de arrependimento. O sujeito que errou irá desfrutar de todo potencial libertário do perdão quando se arrepender e confessar suas culpas diante de Deus (1João 1.9).

O perdão trabalha com as questões emocionais. Não é o contrário de justiça; é o contrário de vingança.  Em 2012, um jovem foi morto depois de sair de um baile funk. Sua mãe, que é evangélica, perdoou o assassino dizendo: “Eu o perdoo. Não sei quem foi que fez isso com meu filho, mas peço a Jesus para converter o coração dessa pessoa, para que ele não faça mais ninguém sentir a dor que eu estou sentindo. Será que teríamos a mesma atitude dessa mãe?

Perdoar é fácil? Não, mas é necessário. Um clássico exemplo são as brigas conjugais. O marido diz “eu não preciso pedir perdão, eu estou certo! ”, e a esposa responde: “certa estou eu, e ai de você que não venha me pedir perdão! ”. Quem já não passou por situação semelhante ou conhece algum caso como esse? Às vezes, precisaremos recolher o nosso orgulho, colocar na caixa do esquecimento a nossa soberba, “engolir a seco” e dizer: perdoe-me.

O perdão não é somente terapêutico; é também espiritual. A própria oração do Pai Nosso (Mateus 6:12) nos ensina como devemos agir: “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”. Isto é, Deus nos perdoa, cancela os nossos pecados e nós não podemos perdoar ao próximo?

Que Deus nos dê a profunda consciência de que o perdão é uma atitude cristã. E você, precisa perdoar alguém, precisa pedir perdão? Faça isto e seja feliz!

Dc. Diego da Silva Barros, esposo da Cléo Barros, pai do Mateus e Laura, congrega IAP Piedade-RJ, representante comercial.