Da desolação a um jardim

A SEMENTE: Porque o SENHOR tem piedade de Sião; terá piedade de todos os lugares assolados dela, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão, como o jardim do SENHOR; regozijo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de música. (Is 51:3)

CONHECENDO O TERRENO: O texto de Isaias 51.1a, chama atenção dos justos e dos que procuravam viver em retidão. Esse clamor feito pelo profeta visa mostrar um novo horizonte diante dasituação de desolação, que a nação passava. Várias eram as crises: invasão estrangeira, população dizimada, a pequena dimensão de Jerusalém e a condição dos exilados, estavam produzindo  uma desesperança generalizada. Linguagens em Is 53.3 como “lugares assolados”, “deserto” e “solidão” descrevem esse sentimento nacional.

Diante do caos vivido, a profecia mostra algumas perspectivas. Primeira perspec tiva: O povo é chamado a olhar para suas origens. Cortados de uma “rocha” e da pedreira de onde foram extraídos (53.1, NVT), evocando a história de origem da nação, que nasceu de um casal velho e estéril, Abraão e Sara, tendo sido transformados pelo Senhor. Que confessou: …quando eu o chamei, o abençoei e o multipliquei. (53.2) Se Deus fez de um casal assim, não existia impossibilidade diante da situação de crise nacional.

Segunda perspectiva: O povo teve sua esperança renovada. É anunciada uma intervenção divina, que: 1. Faria o deserto como Éden; 2. Da solidão o jardim do Senhor. (Is 53.3). Deus estimula Seu povo a ver que a crise seria transformada por Deus. Os fieis ao Senhor, provariam de sua salvação, mesmo ante os sofrimentos enfrentados. O Senhor ainda fala sobre a restauração de Jerusalém: Ali haverá alegria e felicidade, haverá música e cânticos de louvor a mim. (Is 53.3b NTLH). Este trecho de Isaías 51, antecede uma ampliação da profecia que salta da particularidade de Sião para todos os povos (Is 53.4-6).

 

1. Medite sobre alguns termos que formam o contexto de Isaias 53.1a e os termos presentes em Is 53.3: “lugares assolados”, “deserto” e “solidão”. Mostram qual sentimento presente em Israel?

2. Reflita sobre as duas perspectivas tratadas no texto: 1. O povo é chamado a olhar para suas origens. (Is 53.1-2); 2. O povo tem sua esperança renovada. (Is 53.3).

 

CULTIVANDO A VIDA: Sem dúvida ao passar por crises, a nação de Israel via como “deserto” sua história cotidiana. Todas as crises vividas pelo povo de Deus eram desanimadoras e só testificavam o fracasso em que estavam se encontrado, decorrentes de seu afastamento de Deus, explicitado na sua desobediência a Lei. Entretanto, o Senhor tem sempre um horizonte cuja noite dá lugar a um novo amanhecer (Sl 30.5). Na profecia de Isaias, o Deus que começou a nação pelo casal idoso e infértil, agiria da mesma forma, para transformar a realidade desesperadora de Sião em “jardim do Senhor”.

Na vida cristã temos presenciado diversas crises. De caráter pessoal ou comunitário. Os que “procuram”, “olham” e “buscam” (Is 53.1) o Senhor, mesmo nos sofrimentos, devem lembrar que sua presença consoladora, é como jardim florescendo dentro de nós, na linguagem paulina: Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. (2Co 4.16b NTLH) Diante do filho ou filha jogado nos vícios, nos lutos, nas doenças terminais, nas crises familiares lembre-se: E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. (2Co 4.17). Deus ainda transforma “deserto” em “Éden”, sem contar naquilo que está reservado no paraíso de Deus, na eternidade.

 

3. Medite sobre a importância de ser crer em mudanças “aparentemente” impossíveis, como Deus fez a Israel.

4. Diante do seu quadro pessoal de sofrimento, como estes textos bíblicos trazem consolo: Is53.1; 2Co 4.16b-17?

Por: Miss. Andrei Sampaio

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