Aprendendo com Débora e Jael – Soldadas do Senhor

Juízes 4 – 5 (NVI)

Quando no soldado, a nossa mente produz imagens de homens fisicamente treinados, armados e em prontidão para defender a Pátria.

A Bíblia também tem os seus soldados. Não com as mesmas fardas, armas, ideais e estratégias. As armas, comando, adversários e exercícios são totalmente espirituais. Olhemos para a história de duas mulheres, Débora e Jael que estão em Juízes 4 e 5 e percebamos as qualidades dessas soldadas do Senhor.

Humildade. Débora julgava os israelitas debaixo de uma tamareira (palmeira) que ficava entre Ramá e Betel, na região de Efraim – Jz 4.4,5. Não precisava de coisas suntuosas para exercer o seu Ministério de Profetisa e Juíza, ajudando o seu povo. Na verdade, não precisamos de coisas elevadas, do ponto de vista material, para fazer a diferença. Quem faz a obra é Deus. Ele só precisa de um coração simples, totalmente à sua disposição. Locais simples, roupas simples, pessoas simples podem ser tremendamente usadas pelo Senhor e mudar a história de uma nação.

Prontidão na entrega do recado do Senhor. Deus desejava livrar a nação da opressão de um rei cananeu chamado Jabim. Seu exército era comandado por Sísera. Deus usaria Baraque e 10.000 Israelitas de Zebulom e Naftalí. Eles deveriam ir ao monte Tabor. O local da batalha seria próximo dali, no rio Quisom – Jz 4. 6 e 7. Há certas coisas que temos de ser precisos. Preto no branco. Débora sabia contra quem lutar, quem deveria liderar, quantos soldados deveria levar, de quais tribos deveriam ser os soldados e onde ocorreria a batalha. Todas as estratégias foram dadas pelo Altíssimo. Não podemos relativizar o conteúdo da Bíblia que é a voz de Deus para nós. As Escrituras Sagradas é a autoridade máxima e já concluída na área doutrinária. Mesmo as profecias circunstanciais não podem ferir as verdades que estão escritas. Temos direitos e deveres definidos pela Palavra de Deus. Há também, o caminho apertado que conduz à salvação e o largo que conduz à perdição – Mt 7.13. Deus não muda o Seu caráter. Seus princípios são eternos. Então, algumas frases devem ser banidas como: Acho que não é bem assim, há tantas igrejas e interpretações, será que é desse jeito mesmo?

Não recusar ir à uma batalha. Baraque quando recebeu o recado disse: “Se você for comigo, irei; mas, se não for, não irei”.  Respondeu Débora: “Está bem, irei com você – Jz 4.8, 9 a. E há mais um detalhe, temos que assumir a batalha inteiramente e não pela metade. Depois de assumir a batalha, Débora diz a Baraque: “Mas saiba que, por causa do seu modo de agir, a honra não será sua; porque o Senhor entregará Sísera nas mãos de uma mulher”. – Jz 4.9 (b). A honra de Baraque foi para uma mulher, ele aceitou ir, mas não por inteiro. Muitas vezes cantamos: “Eu quero estar com Cristo, onde a luta se travar…” Mas na hora H, arrumamos desculpas: Estou cansado(a). Sem tempo. Acho que não dou conta. Não é do meu departamento. Ema, ema, ema…. Desta forma, deixamos de evangelizar, ajudar na libertação de alguém, de crescer na maturidade, de colaborar em uma determinada área da igreja, de ser um vaso para a glória de Deus. Quando tivermos que fazer algo, devemos fazer da melhor forma possível. Um antigo provérbio popular diz: “Quem quer arruma um meio, quem não quer arruma uma desculpa.” E aí surge uma pergunta: Estamos obedecendo ou uma arrumando uma desculpa?

O uso das palavras. O exército israelita havia chegado ao Monte Tabor. Sísera estava embaixo no Rio Quisom, que possivelmente estava temporariamente seco, com 900 carros de ferro. Era um material bélico considerável para a época. Porém, Débora disse: “Vá! Este é o dia em que o Senhor entregou Sísera em suas mãos. O Senhor está indo à sua frente!” – Jz 4.14. Baraque estava precisando de alguém como referência de Deus, de afirmação, de encorajamento e foi isto que ouviu de Débora. Aliás, Débora significa abelha e abelha produz mel. Nossos lábios quando são usados por Deus, mesmo que as palavras sejam com autoridade, jamais serão amargas. A verdade sempre será adocicada. Deus mandou grande quantidade de água e os carros atolaram e na força do Senhor foram vitoriosos. Soldada, você é a referência de Deus para sua família, seu ambiente de trabalho ou estudo e seus amigos. Que os seus lábios produzam vida ao seu redor.

Sabedoria. Sísera fugiu e foi refugiar na tenda de Jael. Jael era esposa de Héber. Quando o viu, convidou-o para entrar. Ele deitou-se, ela o cobriu. Ele pediu água, ela lhe deu leite. A aparente bondade era estratégica. E quando este adormeceu, com uma estaca da tenda e um martelo, feriu suas têmporas mortalmente – Jz 4.17-23. Prezada soldada do Senhor, não deixe o inimigo adormecendo tranquilamente na sua tenda. A arma é a estaca que sustenta a sua tenda, o seu lar. O seu lar é uma dádiva divina. As estacas são as promessas e os princípios bíblicos que a mantém em pé. O inimigo é aquele vem para tirar o que pertence à sua família. O leite representa graça, alegria, paz e os bens que lhes pertence. Se Deus lhe entregou em suas mãos, não se omita, levante-se e destrua-o. Não deixe o adversário fazer o quer com você e com o que lhe pertence.

Adoração. O Capitulo 5 é um lindo cântico de vitória. Contém muitas honras, mas a adoração é para o Senhor. Foi Ele quem deu direção, força e tornou pequeno o exército adversário. Ele que é digno de toda a glória, toda adoração. A adoração sempre traz entrega, alegria, testemunha dos feitos do Senhor e por isso desperta a fé. É o melhor lugar onde devemos estar.

O versículo 12 do Capítulo 5, diz: “Desperte, Débora! Desperte! Desperte, Desperte…” Sim, que possa haver despertamento e muitas soldadas, mulheres valentes possam ser despertadas, mesmo que debaixo de uma árvore, e trazer vitórias para o povo de Deus.

 

Elias Alves Ferreira casado com Marilsa Ferreira, pastoreia as Igrejas de Jales/Jardim América e Pontalinda, o casal integra o Departamento Ministerial da Geral.