Você sabe o que é síndrome de burnout?

18Mais que uma necessidade e um meio de garantir o sustento, o trabalho é uma bênção de Deus, devendo ser também uma fonte de prazer e realização pessoal. O salmista deixa isto claro ao afirmar: “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.” (Salmos 128:1-2)

Apesar disso, para algumas pessoas o trabalho também pode se tornar fonte de doenças físicas e emocionais graves, como a Síndrome de Burnout. Esse distúrbio pode atingir qualquer pessoa, sendo mais comum em profissionais que lidam diretamente com o público ou que trabalham sob condições estressantes, como profissionais de saúde e de segurança, professores, assistentes sociais e inclusive pastores. Pessoas que realizam jornada dupla ou sob condições muito desgastantes também podem desenvolver o transtorno dependendo de como cada uma lida com esses fatores.

E os sintomas, quais são?

É comum que a esta síndrome seja confundida com depressão, pois apresenta muitos sintomas comuns a ela, como: irritabilidade, isolamento, dificuldade de concentração, falhas de memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, desmotivação e sentimento de inutilidade. Normalmente sintomas físicos como cansaço constante, dores de cabeça, alterações no apetite e no sono, pressão alta, dores musculares, distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares também aparecem.

Por conta desses sintomas, muitas pessoas sucumbem ao alcoolismo, ao uso de drogas e até mesmo ao suicídio. Por isso, o diagnóstico correto e o tratamento adequado são essenciais.

Como são feitos o diagnóstico e o tratamento?

Embora seja comum que colegas de trabalho e familiares percebam mudanças no humor e no comportamento da pessoa, o diagnóstico deve ser feito por um profissional habilitado, como médico ou psicólogo, que levará em consideração a história da pessoa, envolvendo tantos fatores de dentro como de fora do trabalho.

O tratamento normalmente é feito através da combinação de medicamentos e terapias, que duram tempos variáveis, dependendo da resposta e dos progressos obtidos. Para ter efeitos duradouros é importante fazer psicoterapia, pois ela ajuda o paciente a ganhar autoconfiança, encontrar estratégias para não sucumbir ao estresse e a desenvolver um estilo de vida mais saudável, o que pode incluir: alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, disciplinar o sono, separar momentos para o lazer, amigos e família, tentar se desconectar e, se possível, diminuir a carga horária de trabalho.

São desafios aparentemente grandes para os nossos dias, porém se queremos desfrutar do trabalho como um presente e uma fonte de alegria precisamos cuidar de nossa mente e de nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo, com equilíbrio e sabedoria!

Por: Romi Campos Schneider de Aquino – Psicóloga, diretora da RESOFAP-SUL

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