Um amor de mãe!

Quando descobri que estava grávida pela primeira vez, a alegria foi tão grande que parecia que iria explodir. A barriga começou a crescer, vieram as mexidas, os cutucões, chutes, os pezinhos empurrando e chegou o dia de ver o rostinho mais aguardado da nossa vida. Nasceu o Matheus. E agora? É impressionante! A natureza é maravilhosa, parecia que já tinha tido alguns filhos, sabia como carregá-lo, como amamentá-lo, como dar banho e assim por diante, uma realização indizível.

Veio a segunda gravidez e a emoção, alegria e euforia foram iguais, como se fosse a primeira vez, e então nasceu a Mariana.  Em meio a tanta alegria surge um sentimento que nos angustia: E agora? Sou responsável pela formação deste serzinho tão pequeno e indefeso. Sou a pessoa a quem Deus confiou a tarefa de fazer um bebezinho se tornar um homem/uma mulher de Deus. Isso realmente é uma responsabilidade e tanto. Como vou fazer isso?

Infelizmente esta é uma resposta difícil de dar, pois cada pessoa é totalmente única e a forma de educar cada um é diferente. Quando veio a Mariana, pensávamos que já sabíamos tudo, mas ela veio nos mostrar que não sabíamos nada, pois havíamos aprendido a conhecer o Matheus e não ela. Foi então que, com apenas dias de nascida, percebemos a grandiosidade do nosso Deus, somos todos únicos, especiais, criados por Ele com todo cuidado e carinho.

Ser mãe não é apenas colocar uma criança no mundo, amamentar, vestir, alimentar, dar presentes e medir dia após dia como eles cresceram, mas ser mãe é educar. Cada um exige algo diferente e específico de nós, mas precisamos dedicar tempo em oração e tempo de qualidade para nossos filhos.

Educar é não fazer vista grossa a algo de errado que nosso filho faz, mas sim corrigi-lo, é acompanha-lo nos estudos, é dar seu tempo a ele, é ler a Bíblia com ele, contar histórias, é dar limites, dizer ‘sim’ e dizer ‘não’ com discernimento, é propiciar atividades que o faça pensar, criar, se sujar, correr, cair e levantar, saber que vai errar, mas que pode ser perdoado. É levá-lo a conhecer o Pai Todo-Poderoso que está sempre pertinho e o ouve, acima de tudo isso, educar é nós mesmos vivermos desta maneira.

Se lemos a Palavra, confiamos em Deus, respeitamos limites, pensamos, criamos, rimos e admitimos que também somos falhos e precisamos também ser perdoados por nosso filho e por Deus, então estamos cumprindo bem em nossa tarefa.

Esta é a maior e melhor demonstração de amor que podemos dar ao nosso filho. Falhas é certo que teremos, mas temos que nos preocupar em fazer o nosso melhor, Deus irá suprir nossa deficiência. Descanse nas promessas de Deus que jamais falharão.

Amém!

Por: Maria Regina Guimarães Longo Mendes, congrega na IAP Pq. Itália, Campinas/SP, pedagoga e publicitária.

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