Um amor de mãe

Você consegue imaginar uma mãe que não ame o seu filho? É muito possível que ao ler essa pergunta você deve ter feito careta e dito – que horror!. E realmente é essa a sensação que todos temos quando nos deparamos com situações em que uma mãe parece demonstrar não amar o seu filho.

Parece-nos ser natural que uma mulher, ao dar a luz a um filho, o ame de todo o seu coração e dê a sua vida por ele. No entanto, infelizmente, nem sempre é o que vemos no dia a dia da vida – nas ruas, nas praças, nas estações de trem, nos terminais de ônibus, nos orfanatos, nos hospitais, nos presídios, nos cemitérios … Muitos filhos são abandonados, jogados, expulsos, recusados e mortos de muitas maneiras todos os dias.

Diante disso, cabe uma reflexão: onde estão as mães que realmente amam incondicionalmente? É bem verdade que a maldade está posta no mundo, mas também é verdade que as mães ainda estão por aqui. Você vai encontrar mães ao lado de todos os filhos doentes, abandonados, dependentes de droga, álcool, sexo, jogos etc.; filhos deprimidos, tristes e jogados à própria sorte. Ao lado de cada um deles, tem uma mãe – ainda que seja a mãe de outro filho, mas tem uma mãe. As mães conseguem enxergar beleza onde só vê sujeira, rabisco, lágrima e dor. Mãe enxerga coração que dói por abandono, olhos que choram de fome, que querem carinho. Mães enxergam… mães sabem.

Mãe é o único ser capaz de amar e continuar ensinando um adolescente que a maltrata, desrespeita e até bate quando está dominado pelos efeitos das drogas ou pela desobediência. Às vezes parece que quando sai da maternidade, a mãe vem com o filho e um triturador de tristezas e decepções – algo que a faz esquecer tudo o que de ruim recebe e ainda continuar amando e educando. Mãe é mãe… Não, não se pode compreender o amor de mãe… elas simplesmente amam.

O profeta Isaías um dia escreveu assim: “Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você! (Is 49:15 – NVI). Esse texto nos fazer pensar que é universal e atemporal o fato de que mães não esquecem suas crias, mas ele também nos mostra um amor ainda maior que o amor de mãe – o amor de Deus.

Sejamos gratos a Deus por nossas mães. Que todas elas sejam abençoadas com vida, saúde, sabedoria, tranquilidade e paz. Que nós sejamos filhos obedientes, carinhosos, atenciosos e que valorizam o presente recebido de Deus. Que a bênção da maternidade seja dada a todas as mulheres que a desejam e que o amor de Deus seja abundante em todos os lares neste dia tão especial!

Por: Genilda Murta, um amor de mãe para Cecília, Beatriz e Heitor, congrega na igreja Adventista da Promessa em São Caetano do Sul, SP.