Seja a mãe que seu filho precisa

Pensei que amamentar fosse o ápice da maternidade. Toda essa história de que mesmo fora do útero o corpo da mãe faz a leitura das necessidades do bebê e produz um leite que se adequa ao que a criança precisa…Uauuu!! É magníficol! O único problema é que ser mãe não é fisiológico. Amamentar pode fazer parte do processo, mas bem na verdade, ser mãe não é tão “simples assim” … ser mãe requer amar! É isso. De fato, não é uma redundância. Em outros tempos, vá lá, pode até ter sido, mas hoje em dia não o é.

Amar é um dom que vem de Deus, e implica necessariamente em atender às “necessidades” de alguém, ou melhor , em “ser para alguém aquilo que ele precisa que você seja”, mas então pode surgir a pergunta: “como posso identificar a necessidade do meu filho pra ser a mãe que ele precisa que eu seja?”. Respondo: “Ame seu filho!” Lembra da parábola do bom samaritano? O amor o levou a enxergar o próximo, identificar sua necessidade e agir sobre ela. Não se preocupe! O amor que você sente pelo seu filho vai guiar você num processo exatamente idêntico. Olhe o que a Bíblia fala acerca do amor de Deus por nós (Jo 3:16): Ele viu o homem perdido no pecado, enviou Seu único Filho, agora em Jesus estamos salvos!

É isso que o amor faz! Ele enxerga o outro. Ele compreende a situação, percebe a necessidade e a toma pra si de forma que abrir mão, seja da glória, do tempo, dinheiro ou da própria vida se torna o único caminho possível. O amor é o “leite materno” dos sentimentos! Mas, disse Deus certa vez: “…é possível uma mãe esquecer o filho que amamenta?” Francamente, nesse ponto serei desconfortável, talvez, mas acho que com grande probabilidade, Deus poderia estar se referindo as mães de hoje em dia. Afinal, naquela época não era preciso campanha para as mães amamentarem. Elas não deixavam os filhos por causa da carreira, do facebook, da ditadura estética, do whatsapp, ou ainda, por motivos “gospel” (vida ministerial?!!). Como saber o que o filho precisa sem olhar para ele a ponto de enxerga-lo? Como ser a mãe que ele precisa sem tempo pra tocar as suas necessidades? Sem abrir mão de nada? Talvez, a maior pergunta de todas para nós mães cristãs contemporâneas é: será que estou esquecendo meu filho e amando mais tantas outras coisas e não a ele?

Enfim, é bom lembrar que ser mãe não é fisiológico, nem sempre é biológico e por vezes, tão pouco é lógico. Ser mãe, segundo a Bíblia, é amar no contrafluxo da cultura desse século, não para “padecer no paraíso”, mas sim para “ser o paraíso afim de que alguém não venha a padecer”. Ame seu filho! (Tit 2:4)

 

Por: Juliana Menezes Duque José, esposa do Pastor Felipe José mãe do Pedro e do Samuel, é enfermeira e congrega na Igreja Adventista da Promessa em Santana