Procura-se: fechadoras de brechas!

Quando eu leio o texto de Ezequiel 22 sou afetada por uma mistura de sentimentos: temor, tristeza, angústia, náusea, indignação, injustiça, infâmia e muitos outros. Ao mesmo tempo tenho a sensação de que o olhar perplexo de Deus sobre tanta afronta não o impulsiona de imediato a aplicar sua justiça.

Pelo que lemos ao longo do capítulo, embora expresse esse desejo percebemos que ele está disposto a dar mais uma chance aos que decidiram se desligar dos seus propósitos ao ignorar os seus mandamentos.

Deus revela sua decisão no versículo 30, quando procurou por alguém que pudesse erguer um muro e se pusesse na brecha diante dele e em favor da nação de Judá, que estava prestes a ir para o cativeiro, para um longo tempo de muito sofrimento e lamento. Infelizmente não encontrou ninguém e o povo viveu por 70 anos na escravidão.

A ideia de “muro e brecha” conduz nossa imaginação para um cenário de construção, onde são usados tijolos ou pedras, que necessitam de um elemento para fechar as brechas e consolidar a construção.

A maioria de nós, em algum momento, já ouvimos falar do cimento, mesmo que não estejamos ligados a área da construção civil. Trata-se de um material cerâmico, cujo nome é derivado do latim caementu, que designava na velha Roma, uma espécie de pedra natural de rochedos.

Lemos na história do cimento que os imponentes monumentos do Egito antigo e as grandes obras gregas e romanas, como Panteão e o Coliseu utilizaram esse material aglomerante, que possui propriedades de endurecimento sob a ação da água.

Nessa perspectiva começamos a entender a proposta de Deus, quando buscava alguém que se pusesse na brecha, a semelhança do cimento que une os elementos da construção e fecha as aberturas, proporcionando a solidez necessária para que se possa subir os muros. Na verdade, ele buscava por uma pessoa disposta a interceder e, dessa forma, unir o trono divino ao altar de súplicas; a fraqueza humana com a onipotência divina.

A oração produz muitos efeitos. E quando Deus se inclina para ouvir a súplica de um intercessor sincero, há livramento; é desfeita a orquestração do mal contra os filhos de Deus; há vitória diante das lutas diárias e a salvação chega para aqueles que já perderam a esperança.

Deus continua procurando intercessores nos dias de hoje, dispostos a se colocarem na brecha pelas famílias, amigos, igreja e por uma nação. Que as súplicas sejam ouvidas e toquem o coração de Deus, o único que pode mudar a história.

Apresente-se diante de Deus como uma “fechadora de brechas”, e que suas súplicas sejam ouvidas e toquem o coração de Deus, o único que pode mudar uma história.

Por: Dsa Maristela Montanheiro de Paula congrega na IAP Vila Maria pedagoga e gestora empresarial.