Perdão – a fórmula que enriquece o espírito

Parte I – Para início de conversa, uma incógnita

Toda vez que leio na Bíblia Sagrada sobre o PERDÃO, sinto-me instigada a desvendar o misterioso ato de perdoar. Sabe aquela sensação interessante de passar tantas vezes pela mesma passagem bíblica e cada vez encontrar algo novo?

Depois ler por diversas vezes a pergunta de Pedro: “Senhor, até quantas vezes pecará o meu irmão contra mim e eu lhe perdoarei? Até sete?” , cheguei a algumas conclusões.

Mas antes de falar sobre elas, você alguma vez já se sentiu seduzido a fazer esse mesmo tipo de pergunta ao Mestre? Podemos até achar que a resposta é uma incógnita, mas não é. Cristo lhe respondeu: “Não te digo sete, mas setenta vezes sete” .

Chegaríamos realmente a perdoar 490 vezes?

Pretensiosamente, respondo que NUNCA chegaremos nem mesmo a 7 vezes. Jesus usou 70×7 e poderia ter usado 7×7, 700×7, ou outro número qualquer como 80×8, numerologia não é a “ciência” do nosso Senhor. Como é sábio, utiliza-se do próprio discurso ou raciocínio dos que o inquerem para dar suas respostas; aproveitado os números sugeridos pelo próprio Pedro, Ele nos dá mais uma lição da matemática divina (não numerologia humana).

Segundo essa matemática, não importa a armação feita, isso é o que menos conta; tanto faz usarmos X no multiplicador ou Y no multiplicando, o resultado é sempre o mesmo, pois “a ordem dos fatores jamais vai alterar o produto” que é o PERDÃO.

Aí Ele continua: “E se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier contigo dizendo: arrependo-me, perdoa-lhe” .

Viram só?!

Não há fator que resista ao produto determinado por Aquele que sobre tudo e sobre todos, Ele é soberano; você pode somar, multiplicar, diminuir e até dividir, quando esquecemos voltamos a “estaca zero”, anulam-se, pois, os fatores e no “final das contas” o produto será o PERDÃO.

Use a fórmula que quiser, mas PERDOAR implica “ESQUECER” e pronto. O verbo esquecer aqui aparece entre aspas para esclarecermos outro ponto dessa fórmula que falaremos em um próximo encontro, então, até lá!

Por: Esther Maria de Souza Braga  – Mestre em linguística pela UFPA – Professora há 28 anos – Escritora – Diretora do CETAP Convenção Norte – Nascida em berço adventista da Promessa – Membro na primeira igreja em Belém

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