Não alimente as contendas da sua casa

“Melhor é viver num canto sob o telhado do que repartir a casa com uma mulher briguenta.” (Pv 25:24 NVI)

Sabe por que não devemos jogar água sobre uma panela com óleo pegando fogo? A resposta é simples: água e óleo não se misturam, e ao tentarmos apagar o fogo com água, conforme uma experiência feita pelo Dr. Peter Wothers, o resultado pode ser violento, causando uma reação química e uma enorme explosão. Então a sua boa intenção em apagar o fogo acabou por alimentá-lo mais, causando um estrago muito maior, por usar o que não era apropriado para aquele incidente. E sim, isso já aconteceu comigo.

Contudo não estou aqui para dar dicas de como não apagar um incêndio em sua cozinha, mas para alertá-la sobre como não alimentar um incêndio no seu lar.

O texto de Provérbios nos alerta que melhor é vivermos sozinhos do que conviver em uma casa com uma “mulher briguenta”. A palavra que foi traduzida para o português como “briguenta” tem origem no hebraico, e seu significado está relacionado a “discórdia, rixa e disputa”. Ou seja, essa mulher a qual o autor se refere é alguém que gera muita guerra no lar, e faz com que a sua ausência seja bem melhor do que a sua presença.

Sabemos que é bem difícil conviver com pessoas que causam tempestades em copo d’agua. Que tornam um pequeno problema em uma grande confusão. Por isso muito cuidado com suas palavras, pois ao invés de gerar vida elas podem estar trazendo morte a sua família. Você pode estar usando de ferramentas inapropriadas para amenizar os conflitos em seu lar. Por exemplo, ao corrigir seu esposo e não permitir que ele discipline os seus filhos, por querer protegê-los, você pode estar alimentando algo muito maior que é a rebeldia.

Quando você não consegue escutar os seus filhos nas pequenas coisas que eles têm a dizer, por achar que não tem importância, e reclama demais de suas atitudes, de suas notas baixas, de seu mau comportamento e por não fazerem o que pede, você está afastando-os de si mesma, fazendo com que eles cresçam sem querer lhe ouvir, causando entre vocês um abismo relacional. Que seus filhos encontrem em você um colo amigo para chorar suas lágrimas, lamentar por seus erros e serem acolhidos com sabedoria, e não com palavras de julgamento e repreensões constantes, ajudando-os a resolverem seus conflitos.

Seja sábia no falar. Que sua chegada no lar seja recebida com festa e não com torções de nariz. Que seu marido fique feliz em voltar para casa e encontrar uma esposa que lhe escute, entenda, chore junto e que sorria também. Cubra-o de elogios pelo o que ele é, e saiba quais as críticas construtivas fazer para ajudá-lo a ser quem Deus queira que ele seja. Reconheça os atos de bondade e de serviços que seu marido lhe presta. Saiba aconselhá-lo em suas crises, e não inflamá-lo mais diante de suas preocupações.

É claro que não somos mulheres perfeitas. Temos nossos momentos de stress e angustias, mas como diz Pv 17:28 “Quando se cala, até o tolo passa por sábio, e o que fecha os lábios, é visto como homem (mulher) de entendimento.”. Nos momentos em que não tiver as ferramentas certas para solucionar um conflito fique em silêncio, busque discernimento do Espírito Santo para não usar as ferramentas erradas, pois ao invés de apagar uma pequena chama você poderá causar um grande incêndio.

 

Por: Francinete Siqueira Rodrigues, casada com o pastor Denis Ferreira Rodrigues, formada em Teologia pela CETAP, cursando Licenciatura em Matemática, congregam em Amparo e Monte Alegre do Sul/SP.

 

Referências

LOPES, Hernandes Dias. Casados e Felizes: não permita que seu casamento vire uma mala sem alça. São Paulo, Sp. Hagnos. 2005

_____________Casamento: ajuda mútua. Corpo editorial. São Paulo, SP. Arvore da Vida. 2014

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https://www.megacurioso.com.br/fisica-e-quimica/69528-voce-sabe-por-que-nunca-devemos-jogar-agua-sobre-oleo-pegando-fogo.htm