Lição básica de contentamento

mulher sorrindo

O contentamento não está relacionado essencialmente com alegria ou tristeza, ter muito ou pouco, mas sim a um estado de suficiência, saciedade, preenchimento, que independem de circunstâncias externas. Como humanos e pecadores nossa inclinação natural é de sermos descontentes, o que consequentemente nos leva à murmuração, insatisfação, pessimismo, ingratidão, egocentrismo, inquietação, irritação, desânimo e frustração.

Quando escreveu aos Filipenses, Paulo ressaltou a importância do contentamento e ensinou que é uma virtude a ser desenvolvida: “Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância” – Fp 4.11. Observe que ele utiliza o verbo “aprender”. Isso nos leva a entender que não possuía desde o início da vida cristã.

Então, como ele aprendeu a colocar isso em prática? Em meio à abundância ou em meio à escassez? Analisando a história de Paulo, o cenário não era favorável, afinal estava preso em sua casa em Roma, sem qualquer tipo de privilégio ou conforto.  “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.” Fp 4:12.

O segredo do contentamento descrito por Paulo está em aprender que Deus é Soberano, e que nada que façamos ou pensemos altera seus planos, pois todas as coisas continuam cooperando para o nosso bem. Ele tinha convicção que Deus, no tempo certo, resolveria a situação e suas necessidades seriam supridas. Paulo confiava na providência de Deus. Da mesma forma também podemos ter esta certeza. Por mais que as circunstâncias sejam difíceis (saúde, relacionamentos, vida profissional, filhos) devemos ter a convicção que tudo está no controle de Deus.

Com isso em mente, note que muitos são os frutos do contentamento, entre eles a paz, alegria, amabilidade, gratidão, paciência, confiança, esperança, generosidade, bondade e afetuosidade. E o mais incrível é que os benefícios se estendem às pessoas ao nosso redor, pois nos tornamos pessoas agradáveis, prontas para acolher e amar.

Pense nisso: contentamento é um processo de aprendizado, e não é de “uma hora para outra” que ele inunda nosso coração. Ele vem de Deus e só Ele pode produzi-lo, e isso se dá através de um relacionamento íntimo. Ore, medite e aplique na sua vida diária.

Por: Hélida Maia Vasconcelos Dias casada com Airton Dias – Graduada em Administração de Empresas e MBA em Marketing e Negócios – Congrego na Igreja Adventista da Promessa Vila Helena em Sorocaba/SP