Vida de adorador

Nossa prioridade diária

Desde o momento em que fomos criados, existiu no coração de Deus o desejo supremo de que nós o adorássemos. De Gênesis a Apocalipse somos convocados a “glorificá-lo eternamente”. Não por acaso, o livro dos Salmos ressoa, um a um, o som da adoração e louvor ao Deus Eterno. Mais adiante, no Apocalipse, encontramos uma multidão de santos e anjos prostrando-se diante do Deus de toda a glória (Ap. 4:10-11; 5:8-14; 7:9-11). Por conceito, “adorar” é dar a Deus a honra que Ele merece; aplaudir a Sua grandeza. Repetindo o livro dos Salmos, 29:1,2, encontramos respaldo para a definição acima: “Atribuam ao Senhor, ó seres celestiais, atribuam ao Senhor glória e força. Atribuam ao Senhor a glória que o seu nome merece; adorem o Senhor no esplendor do seu santuário. ”

Há que considerar que o adoraremos pela eternidade, e para isto, a orientação bíblica é que não percamos de vista a perspectiva da adoração terrena – viver para a glória de Deus, “ …refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, que vem do Espírito do Senhor” (II Cor. 3:18).

Pelo fato de termos pecado e negligenciado o plano original do Criador, havíamos perdido o foco da adoração, mas pelas invariáveis formas da grandiosa graça de Deus que em nós operou, fomos levados até a cruz, a cruz do Rei, este que restaurou a nossa vã maneira de viver, nos colocando de volta para o centro da sua vontade, …”resplandecendo em nossos corações a luz do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo”, (II Cor. 4:6). Desde então, nos tornamos adoradores ativos, vivendo no radar e sob os cuidados de Deus. Daí a razão de Jesus afirmar, em João 4:23, que o Pai procura adoradores que O adorem em espírito e em verdade. Algo necessário, não opcional; essencial, não acessório ou escusável.

Devemos lembrar que adoração não é apenas música. Não está relacionada ao tipo de ritmo, andamento da música, volume ou movimentos. Adoração tem a ver com um estilo de vida, cujo objetivo deve ser apenas esse: agradar a Deus, cantando, tocando, falando, “zapeando”, postando ou publicando nas redes sociais, negociando, namorando, trabalhando, limpando o templo e suas dependências, caminhando, salmodiando, com as expressões corporais, orando, ofertando, lendo ou testemunhando.

Enfim, viver uma vida de adorador é “gloriar-se na cruz de Cristo”, dia a dia, de fé em fé, com disposição obediente, coração humilde e vida missional e piedosa.  “Todos os dias te bendirei e louvarei o seu nome para sempre”. (Salmo 145:2)

Por: Pr. Amadilson de Paula

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