Jesus foi longânime e você?

 “Mas o fruto do Espírito é … longanimidade…” Gl 5.22

 Como precisamos da parte do Fruto do Espírito chamada longanimidade! A palavra vem do Grego “Makrothumia” que o Dicionário Vine define como: Paciência, clemência, resignação, tolerância… (formado de makros, “longo”, e thumus, “temperamento”).[1]

Somos relacionais e se não tivermos esta qualidade, as pessoas ao redor serão feridas ou afastadas. Pessoas queridas, inocentemente, podem ser marcadas para sempre por causa de um descontrole nosso. A natureza humana caída produz muitos descontroles, e uma delas é a falta de longanimidade.

 Ausência de longanimidade

E quando falta este pedaço do Fruto do Espírito em nossas vidas, somos impacientes, ansiosos, irritadiços, inquietos, enfados, geniosos, mal-humorados, impetuosos, punitivos, com muita raiva e até mesmo com sentimento de vingança. Parecemos mais com um porco-espinho do que uma ovelha.

Presença de longanimidade

Porém, quando somos governados pela longanimidade, somos resistentes, tenazes, constantes, pertinentes, perseverantes, esperançosos, resolutos, pacientes, misericordiosos, não vingativos. As pessoas conseguirão ver Deus em nós.

Exemplos Divinos

Podemos aprender com Deus que sempre Foi, É, e Sempre Será longânime.

Deus foi longânime nos dias de Noé: que há muito tempo desobederam, quando Deus esperava “pacientemente” (Makrothumia) nos dias de Noé, enquanto a arca era construída. Nela apenas algumas pessoas, a saber, oito, foram salvas por meio da água” – 1 Pe 3.20 (grifo nosso).

Jesus foi longânime quando ensinava Seus discípulos. Muitos valores foram tratados repetidas vezes como a fé, a oração, a salvação, o perdão, a humildade e a vida eterna. Os discípulos foram muitas vezes lentos, teimosos e fracos. Nem por isso Jesus desistiu deles. Ele sempre foi paciente, perseverante, resignável em todas as Suas ações. O Profeta Isaías viu antecipadamente Seu caráter e Seu comportamento até mesmo diante da morte que foi feita em nosso lugar: “Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. ” – Is 53.7. Por isso todo Cristão deve ter esse sentimento de doação, de entrega, de paciência, de esperar o momento de Deus, a hora certa.

O que fazer?

 Mas atenção, nunca iremos conseguir sozinhos. Longanimidade ou paciência é produzida em nós pelo Espírito Santo. O “Fruto” é do Espírito, e a maior ferramenta de transformação interior é a Bíblia Sagrada que foi literalmente soprada (inspirada) por Ele. Devemos assim, ter a humildade de deixar o Espírito trabalhar em nossas vidas através das Sagradas Letras. A oração, a confissão e a submissão devem também ser praticadas. Embora o Espírito Santo viva em todos os convertidos, nem todos os convertidos se entregam completamente à Ele, permitindo serem tratados e curados. Assim vivem um Cristianismo medíocre, aquém das verdades que o Evangelho promete.

E não é de uma hora para outra que somos transformados. Aliás, enquanto vivermos, devemos vigiar acerca do pecado e nos submeter conscientemente ao jugo de Cristo. A primeira pessoa que temos que ter paciência é conosco mesmos. Se formos perseverantes, cansaremos de tanto cair e levantar e vamos querer permanecer somente em pé. Uma Vida Cristã, que tem prazer nas coisas de Deus, exige uma busca diária da Sua presença para escapar do mal que também nos assedia diariamente – Mt 6.34. E quando aspiramos crescer na vida espiritual somos transformados de glória em glória pelo Espírito do Senhor: “E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito. ” 2 Co 2.18.

Nosso desafio

 Por que andarmos por aí, com as vestes manchadas da carne (Jd v. 23), da irritação, do mal humor, das palavras ferinas, do “pavio curto”, do “você me paga”, se a Bíblia oferece uma vestimenta linda para nós? – Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, “revistam-se” de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e “paciência” (Makrothumia). ” – Cl 3.12 (grifo nosso).

No Salvador e Senhor Jesus,

Por: Elias Alves Ferreira – Pastor Jubilado

 

[1] Vine, W.E.,Dicionário Vine, CPAD, Rio de Janeiro – RJ, 2004 – Pgs. 758, 759