Como a si mesma

Amar quem nos ama é fácil. Agradar quem nos agrada também. Fazer o bem a quem nos quer bem é simples. E quando se trata de fazermos algo a quem não tem nada a nos oferecer em troca? Como será que ficamos?

A “regra áurea” é um princípio moral que pode ser expresso como uma ação positiva (de fazer) ou negativa (não fazer). Nas duas formas, é uma diretriz para tratar o outro como a si próprio.

O conceito ocorre, de alguma forma, em quase todas as religiões e tradições éticas.

No judaísmo ela diz: O que é odioso para ti, não o faça ao próximo. Esta é a lei toda, o resto é comentário – Talmude.

Para nós cristãos, ela tem o seu âmago nas palavras de Jesus: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam, pois esta é a lei e os profetas”. Mt 7:12.

Sob a ótica da psicologia, envolve o desenvolvimento de empatia com os demais. Palavra esta (empatia), que, de acordo com o dicionário significa: capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer. Ou seja, se colocar no lugar do outro a ponto de o desejo dele ser o seu próprio desejo. A tristeza do outro ser a sua também.

No Antigo Testamento temos a ordem: “…ama a teu próximo como a ti mesmo.” Lv 19:18. Essa era a regra que o povo de Israel deveria seguir.

Jesus veio e elevou esse amor a outro patamar: “…amem uns aos outros como eu vos amei.” Jo: 13:34.

Agora a coisa ficou complexa. Amar de acordo com o padrão de amor de Cristo, que tanto no amou que a si mesmo se entregou por nós, sendo nós ainda pecadores (falhos, imperfeitos, egoístas).

Se Jesus nos amou com todos esses nossos defeitos, como nós podemos negar amor ao nosso próximo? Amor esse demonstrado através de ações e atitudes, pois foi esse conselho que o apóstolo João nos deixou em sua primeira carta: “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.”

Assim sendo, que a cada dia o amor de Cristo seja visto em nós através de nossas atitudes para com nosso semelhante. Como a si mesma. Que possamos querer, desejar e fazer ao nosso próximo aquilo que gostaríamos que fizessem a nós.

Por: Adriana Pessopane dos Santos Bocchi, casada com Edson Bocchi. Congrega na 1ª Igreja Adventista da Promessa em Jales- SP.