Pequenas Escolhas, Grandes Consequências

Você já ouviu alguma coisa sobre a Teoria do Caos ou Efeito Borboleta? Coisa de doido esse negócio – mas muito legal. Por ser algo muito complexo, podemos pensar que isso não faz parte das nossas vidas, no entanto, toda vez que você verifica a previsão do tempo… já era… você foi envolvido por ela!

Para ficar bem fácil de entender, a ideia central nela é que uma pequena (muito pequena mesmo) mudança no início de um evento qualquer pode ter como consequência resultados muito diferentes e absolutamente desconhecidos, imprevisíveis, no futuro. Essa imprevisibilidade torna as coisas “caóticas”. No dia a dia, muito além da meteorologia, essa imprevisibilidade aparece em quase tudo, do ritmo dos batimentos cardíacos às cotações da Bolsa de Valores, portanto, faz parte da nossa vida.

Contextualizando para nossa vida espiritual, podemos ser tentados a tomar o controle. Podemos ser tentados a achar que nossas escolhas, mínimas que sejam, não afetam a ninguém e não interferem em nosso futuro. Mas fique atento ao que diz o texto de Provérbios 16:9: “O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos”. Quando analiso este texto entendo o poder de Deus nas mínimas coisas. Quando lemos que Ele “dirige os passos” fica claro que o “caminho”, o futuro é resultado do passo inicial que é controlado por Ele. Quando O chamamos para guiar nossos, quando deixamos que o inicio da caminhada seja dirigido por Ele, o resultado final será muito bom.

No entanto, se não fizermos assim, as consequências serão imprevisíveis. Não sabemos onde vamos parar, qual será nosso futuro. Quer ver como isso pode ser aplicado e entendido facilmente em nossas vidas? Fique de pé, deixe os pés juntinhos, lado a lado. Mova um deles cinco centímetros para um lado e dê vinte passos na direção da ponta do pé que você moveu. Marque o lugar onde parou. Depois, volte ao mesmo ponto e agora mova o mesmo pé dez centímetros. Dê os mesmos vinte passos. Agora perceba a diferença entre o primeiro ponto final e o segundo. Imagine agora se você andasse por anos e anos… seu ponto final, seu ponto de chegada seria completamente diferente.

Hoje fazemos escolhas (definimos direções) que pensamos ser as melhores. Estamos iludidos achando que nossa maturidade intelectual, cultural, social, antropológica são suficientes em nossa caminhada. Mas basta um momento de má escolha para sermos conduzidos a duras, marcantes e tristes consequências.

Sua família, seu ministério, sua carreira dependem de decisões tomadas diariamente. O sucesso no ponto de chegada depende de com quem você inicia o processo: é uma escolha exclusivamente humana ou deixada aos pés d’Aquele que tudo conhece (inclusive o futuro)? Eu te recomendaria a segunda opção! Há caminhos para trilhar, muitos passos a dar, mas o primeiro é o mais importante.

 

Airton Dias é Co-pastor na Igreja Adventista da Promessa em Vila Helena, Sorocaba, SP. Graduado em Física e mestre em Ciências de Mate­riais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Doutor em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pós-doutor em Cronologia e Raios Cósmicos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente é professor-doutor da Universi­dade Federal de São Carlos (UFSCar). É o atual secretário da Fumap. Casado com Hélida Maia Vasconcelos Dias.